<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582</id><updated>2011-08-01T14:52:24.432-07:00</updated><title type='text'>JRV</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-2209236928647126605</id><published>2009-08-29T04:03:00.001-07:00</published><updated>2009-08-29T04:03:54.966-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Gu3ybt9GN20"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Gu3ybt9GN20&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-2209236928647126605?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/2209236928647126605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=2209236928647126605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2209236928647126605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2209236928647126605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/08/httpwww.html' title=''/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-8301169285526327037</id><published>2009-08-29T03:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T03:56:05.347-07:00</updated><title type='text'>FHC - LESA PATRIA - ENTREGUISMO SEM ESCRUPULOS</title><content type='html'>Buraco negro&lt;br /&gt;Projeto Memória Curta: O dia em que FHC decidiu alugar um pedaço do Brasil&lt;br /&gt;Atualizado em 16 de março de 2009 às 19:13  Publicado em 24 de março de 2008 às 23:21&lt;br /&gt;SÃO PAULO -  Um dos papéis mais importantes da internet é o de ajudar a disseminar informação. Ainda que muita gente se divirta com os bate-bocas eletrônicos, eu particularmente acho que essa é uma ferramenta essencial para a educação. E isso se deve a um fator muito específico: a internet fez com que o custo de transmissão e armazenamento de informações despencasse.&lt;br /&gt;Graças à internet podemos, por exemplo, ter informações completas sobre um dos episódios mais patéticos da História recente do Brasil, que se deu em 18 de abril de 2000: a assinatura de um acordo entre o então ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, e o então embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Anthony Harrington.&lt;br /&gt;O acordo viria a ser anulado, diante da reação de políticos e militares. Tratava do uso, pelos Estados Unidos, da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão. Na época ainda era possível fazer acordos de bastidores em Brasília sem que a maioria da população brasileira soubesse de nada. Hoje a maioria prefere acompanhar o Big Brother, mas ao menos tem a oportunidade, se quiser, de saber o que se passa.&lt;br /&gt;Tendo morado 17 anos nos Estados Unidos, sei exatamente como funcionam os americanos. São pragmáticos. Se você der um dedo, eles querem os 20. Se oferecer a mão, querem o corpo inteiro. Não é preciso emitir qualquer opinião a respeito do acordo. É só ler o texto. Revela uma postura inacreditável do governo de Fernando Henrique Cardoso em relação à soberania nacional e ao próprio território brasileiro. Subserviência com assinatura embaixo.&lt;br /&gt;Do artigo III, Disposições Gerais, letra E, sobre a República Federativa do Brasil:&lt;br /&gt;Não utilizará os recursos obtidos de Atividades de Lançamento em programas de aquisição, desenvolvimento, produção, teste, liberação, ou uso de foguetes ou de sistemas de veículos aéreos não tripulados (quer na República Federativa do Brasil quer em outros países).&lt;br /&gt;Ou seja, o Brasil não poderia usar o dinheiro do aluguel de uma base estratégica para investir em seu próprio programa espacial.&lt;br /&gt;Do artigo IV, Controle de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, número 3:&lt;br /&gt;Em qualquer Atividade de Lançamento, as Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar que os Participantes Norte-ameircanos mantenham o controle sobre os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, a menos que de outra forma autorizado pelo Governo dos Estados Unidos da América. Para tal finalidade, o Governo da República Federativa do Brasil manterá disponível no Centro de Lançamento de Alcântara áreas restritas para o processamento, montagem, conexão e lançamentos dos Veículos de Lançamento e Espaçonaves por Licenciados Norte-americanos e permitirá que pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlem o acesso a estas áreas.&lt;br /&gt;Brasileiros teriam que pedir autorização dos Estados Unidos para se locomover em território nacional.&lt;br /&gt;Do artigo VI, Controles de Acesso, número 5:&lt;br /&gt;O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que todos os Representantes Brasileiros portem, de forma visível, crachás de identificação enquanto estiverem cumprindo atribuições relacionadas com Atividades de Lançamento. O acesso às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e aos locais e áreas que tenham sido especificamente reservados exclusivamente para trabalhos com Veículos de Lançamento, Espaçonaves e Equipamentos Afins será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América ou, como autorizado na(s) licença(s) de exportação, por Licenciados Norte-americanos, por meio de crachás que serão emitidos unicamente pelo Governo dos Estados Unidos da América ou por Licenciados Norte-americanos, se autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América, e incluirão o nome e a fotografia do portador.&lt;br /&gt;Brasileiro teria que usar crachá emitido pelo governo dos Estados Unidos para ter acesso a um pedaço do território brasileiro, uma espécie de passaporte interno, guardadas as devidas proporções.&lt;br /&gt;Do Artigo VII, Procedimentos para Processamento, letra A:&lt;br /&gt;Todo transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e de Dados Técnicos para ou a partir do território da República Federativa do Brasil deverá ser autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, e tais itens poderão, a critério do Governo dos Estados Unidos da América, ser acompanhados durante o transporte por agentes autorizados pelo governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;Letra B:&lt;br /&gt;Quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos transportados para ou a partir do território da República Federativa do Brasil e acondicionados apropriadamente em "containers" lacrados não serão abertos para inspeção enquanto estiverem no território da República Federativa do Brasil. O Governo dos Estados Unidos da América fornecerá às autoridades brasileiras competentes relação do conteúdo dos "containers" lacrados, acima referidos.&lt;br /&gt;Equivale à abolição parcial da Alfândega brasileira. Parece ficção, mas o acordo que inclui os trechos reproduzidos acima foi assinado por um ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000.&lt;br /&gt;  Julgue você mesmo:&lt;br /&gt;ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE SALVAGUARDAS TECNOLÓGICAS RELACIONADAS À PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA NOS LANÇAMENTOS A PARTIR DO CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA&lt;br /&gt;O Governo da República Federativa do BrasileO Governo dos Estados Unidos da América (doravante denominados “as Partes”),&lt;br /&gt;Desejando expandir a bem sucedida cooperação realizada sob a égide do Acordo-Quadro entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior, assinado em 1º de março de 1996,Levando em conta a política estabelecida pelo Governo da República Federativa do Brasil de promover o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara,Comprometidos com os objetivos da não-proliferação e controle de exportação, como contemplado nas Diretrizes do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, eAcreditando que a colaboração continuada na promoção de seus interesses mútuos concernentes àproteção de tecnologias avançadas poderia servir como uma reafirmação do desejo comum de desenvolver ainda mais a cooperação científica e tecnológica e a cooperação entre suas respectivas empresas afins do setor privado.&lt;br /&gt;Acordam o seguinte:&lt;br /&gt;ARTIGO IObjetivo&lt;br /&gt;Este acordo tem com objetivo evitar o acesso ou a transferência não autorizados de tecnologias relacionadas com o lançamento de Veículos de Lançamento, Espaçonaves por meio de Veículos de Lançamento Espacial ou Veículos de Lançamento e Cargas Úteis por meio de Veículos de Lançamento a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.&lt;br /&gt;ARTIGO II&lt;br /&gt;Definições&lt;br /&gt;Para fins deste Acordo se aplicarão as seguintes definições:&lt;br /&gt;1. “Espaçonaves” – quaisquer espaçonaves, grupos de espaçonaves, sistemas ou subsistemas de espaçonaves, componentes de espaçonaves (incluindo satélites, grupos de satélites, sistemas ou subsistemas de satélites e/ou componentes de satélites), e/ou motores de transferência orbital autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e utilizados para executar Atividades de Lançamento.&lt;br /&gt;2. “Veículos de Lançamento” – quaisquer veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifas para carga útil e/ou respectivos componentes que tenham sido autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e utilizados para realizar Atividades de Lançamento.&lt;br /&gt;3. “Cargas Úteis” – quaisquer espaçonaves, grupos de espaçonaves, sistemas ou subsistemas de espaçonaves, componentes de espaçonaves (incluindo satélites, grupos de satélites, sistemas ou subsistemas de satélites, e/ou componentes de satélite), e/ou motores de transferência orbital autorizados a serem exportados para a República Federativa do Brasil por outro governo que não o Governo dos Estados Unidos da América, para lançamento em Veículos de Lançamento Espacial a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.&lt;br /&gt;4. “Veículos de Lançamento Espacial” – quaisquer veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifas para carga útil e/ou respectivos componentes que tenham sido autorizados para exportação para a República Federativa do Brasil por um governo que não o Governo dos Estados Unidos da América para lançamento a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.&lt;br /&gt;5. “Equipamentos Afins” – equipamentos de apoio, itens subsidiários e respectivos componentes e peças sobressalentes que tenham sido autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e necessários para realizar Atividades de Lançamento.&lt;br /&gt;6. “Dados Técnicos” – informação, sob qualquer forma, incluindo a oral, que não seja publicamente disponível, necessária para o projeto, a engenharia, o desenvolvimento, a produção, o processamento, a manufatura, o uso, a operação, a revisão, o reparo, amanutenção, a modificação, o aprimoramento ou a modernização de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins. Tal informação inclui, dentre outras, informação no formato de plantas, desenhos, fotografias, materiais de vídeo, planos, instruções, programas de computador e documentação.&lt;br /&gt;7. “Atividades de Lançamento” – todas as ações relacionadas com o lançamento de Espaçonaves por meio de Veículos de Lançamento ou Veículos de Lançamento Espacial e o lançamento de Cargas Úteis por meio de Veículos de Lançamento, desde as discussões técnicas inicias até o lançamento e retorno dos Equipamentos Afins e dos Dados Técnicos da República Federativa do Brasil para os Estados Unidos da América, ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América e, na eventualidade de o lançamento ter sido cancelado ou falhado, até o retorno dos Veículosde Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e/ou quaisquer Componentes e/ou Escombros, recuperados e identificados, de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins para os Estados Unidos da América ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;8. “Planos de Controle de Tecnologias” – quaisquer planos desenvolvidos por Licenciados pelo Governo dos Estados Unidos da América, em consulta com Licenciados pelo Governo da República Federativa do Brasil, os quais são aprovados pela agência ou agências competentes das Partes, antes da entrega de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, ou Equipamentos Afins no território da República Federativa do Brasil, e que delineiem as medidas de segurança a serem implementadas durante as Atividades de Lançamento, inclusive em situações de emergência.&lt;br /&gt;9. “Participantes Norte-americanos” – quaisquer Licenciados pelo Governo dos Estados Unidos da América, seus contratados, subcontratados, empregados, ou agentes, quer sejam cidadãos dos Estados Unidos da América quer de outros países, ou quaisquer servidores do Governo dos Estados Unidos da América ou contratados, subcontratados, empregados, ou agentes, quer sejam cidadãos dos Estados Unidos da América quer de outros países que, em função de uma licença de exportação emitida pelos Estados Unidos da América, participem de Atividades de Lançamento, e que estejam sujeitos àjurisdição e/ou ao controle dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;10. “Representantes Brasileiros” – quaisquer pessoas, que não Participantes Norte- americanos, quer cidadãos da República Federativa do Brasil quer de outros países, que tenham ou possam ter acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos, e que estejam sujeitos à jurisdição e/ou ao controle da República Federativa do Brasil.&lt;br /&gt;11. “Licenciados Norte-americanos” – quaisquer pessoas para as quais for(em) emitida(s) licença(s) de exportação, de acordo com as leis e regulamentos norte-americanos paraexportação de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos.&lt;br /&gt;12. “Licenciados Brasileiros” – quaisquer pessoas que sejam identificadas nas licenças de exportação pertinentes emitidas pelos Estados Unidos da América e que sejam autorizadas, em conformidade com as leis e regulamentos da República Federativa do Brasil, a executar Atividades de Lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGO III&lt;br /&gt;Disposições Gerais&lt;br /&gt;1. A República Federativa do Brasil:&lt;br /&gt;A) Não permitirá o lançamento, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, de Cargas Úteis ou Veículos de Lançamento Espacial de propriedade ou sob controle de países os quais, na ocasião do lançamento, estejam sujeitos a sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ou cujos governos, a juízo de qualquer das Partes, tenham dado, repetidamente, apoio a atos de terrorismo internacional.&lt;br /&gt;B) Não permitirá o ingresso significativo, qualitativa ou quantitativamente, de equipamentos, tecnologias, mão-de-obra, ou recursos financeiros, no Centro deLançamento de Alcântara, provenientes de países que não sejam Parceiros (membros) do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, exceto se de outro modo acordado entre as Partes.&lt;br /&gt;C)Assegurará que nenhum Representante Brasileiro se apodere de quaisquer equipamento ou tecnologia que tenham sido importados para apoiar Atividades de Lançamento, exceto se especificado de outra maneira pelo governo do país exportador.&lt;br /&gt;D)Tomará todas as medidas necessárias para assegurar que projetos relacionados às Atividades de Lançamento, ou itens importados para utilização em tais projetos, não sejam empregados para outros propósitos, exceto se acordado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o governo do país exportador.&lt;br /&gt;E) Não utilizará recursos obtidos de Atividades de Lançamento em programas de aquisição, desenvolvimento, produção, teste, liberação, ou uso de foguetes ou de sistemas de veículos aéreos não tripulados (quer na República Federativa do Brasil quer em outros países). O disposto neste parágrafo não impede o uso de tais recursos para o desenvolvimento, aprimoramento ou manutenção de aeroportos, portos, linhas férreas, estradas, sistemas elétricos ou de comunicações no Centro de Lançamento de Alcântara, ou a este direcionados, que beneficiam diretamente os lançamentos de Veículos de Lançamento ou Veículos de Lançamento Espacial, a partir daquele Centro.&lt;br /&gt;F) Firmará acordo juridicamente mandatórios com os outros governos que tenham jurisdição ou controle sobre entidades substancialmente envolvidas em Atividades de Lançamento. O objetivo principal e os dispositivos de tais acordos deverão ser equivalentes àqueles contidos neste Acordo, exceto no que se refere a este Artigo e se de outra forma acordado entre as Partes. Particularmente, esses acordos deverão obrigar tais outros governos a exigir de seus Licenciados que cumpram compromissos em sua essência equivalentes aos previstos nos Planos de Controle de Tecnologias, pelos quais o Governo dos Estados Unidos da América assegura que os Participantes Norte-americanos cumpram o estabelecido no parágrafo 4 do Artigo IV deste Acordo.2. Para cada Atividade de Lançamento, as Partes deverão nomear uma entidade para supervisionar o intercâmbio de Dados Técnicos entre as autoridades operacionais brasileiras do Centro de Lançamento de Alcântara e entidades não-brasileiras envolvidas naquela Atividade de Lançamento.&lt;br /&gt;3. Será intenção do Governo dos Estados Unidos da América, em consonância com as leis, regulamentos e políticas oficiais dos Estados Unidos da América, bem como os dispositivos deste Acordo, aprovar as licenças de exportação necessárias à execução de Atividades de Lançamento. Entretanto, nada neste Acordo restringirá a autoridade do Governo dos Estados Unidos da América para tomar qualquer ação com respeito ao licenciamento da exportação, de acordo com as leis, regulamentos e políticas dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGO IV&lt;br /&gt;Controle de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos&lt;br /&gt;1. Este Acordo estabelece os procedimentos de salvaguarda de tecnologias a serem seguidos para Atividades de Lançamento, incluindo os procedimentos para controlar o acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos, e às áreas onde estejam tais itens no Centro de Lançamento de Alcântara. Este Acordo se aplicará a todas as fases das Atividades de Lançamento, incluindo as atividades em todas as instalações dos Licenciados Norte-americanos, as atividades em todas as instalações sob jurisdição e/ou controle da República Federativa do Brasil, bem como as atividades dos Representantes Brasileiros e dos Participantes Norte-americanos. Este Acordo também se aplicará a todas as fases do transporte dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos.&lt;br /&gt;2. Com exceção do previsto no Artigo VI e no Artigo VIII (3) deste Acordo, ou do que tenha sido autorizado antecipadamente por meio de licenças de exportação emitidas pelo Governo dos Estados Unidos da América, ou de outra maneira autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, o Governo da República Federativa do Brasil tomará todas as providências necessárias para prevenir o acesso desacompanhado ou não monitorando, inclusive por qualquer meio técnico, de Representantes Brasileiros a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e/ou às áreas restritas, referidas no parágrafo 3 deste Artigo.&lt;br /&gt;3. Em qualquer Atividade de Lançamento, as Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar que os Participantes Norte-americanos mantenham o controle sobre os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, a menos que de outra forma autorizado pelo Governo dos Estados Unidos da América. Para tal finalidade, o Governo da República Federativa do Brasil manterá disponível no Centro de Lançamento de Alcântara áreas restritas para o processamento, montagem, conexão e lançamento dos Veículos de Lançamento e Espaçonaves por Licenciados Norte-americanos e permitirá que pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlem o acesso a essas áreas. Os limites dessas áreas deverão ser claramente definidos.&lt;br /&gt;4. Cada Parte assegurará que todas as pessoas sob a jurisdição e/ou controle do respectivo Estado que participem ou de outra maneira tenham acesso às Atividades de Lançamento acatarão os procedimentos especificados neste Acordo. O Governo dos Estados Unidos da América exigirá que os Licenciados Norte-americanos envolvidos nas Atividades de Lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara elaborem um Plano de Tecnologias, que reflita e inclua os elementos pertinentes a este Acordo. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que os Representantes Brasileiros cumprirão com asobrigações estabelecidas nos Planos de Controle de Tecnologias. O Governo dos Estados Unidos da América assegurará que os Participantes Norte-americanos cumprirão com as obrigações estabelecidas nos Planos de Controle de Tecnologias. Em caso de conflito entre os dispositivos deste Acordo e os dispositivos de qualquer Plano de Controle de Tecnologias, prevalecerão os dispositivos deste Acordo.&lt;br /&gt;5. O Governo dos Estados Unidos da América envidará seus melhores esforços para assegurar a continuidade da(s) licença(s) norte-americanas com vistas ao término das Atividades de Lançamento. Se o Governo dos Estados Unidos da América concluir que qualquer dispositivo deste Acordo ou dos Planos de Controle de Tecnologias para quaisquer Atividades de Lançamento tenha sido violado, poderá suspender ou revogar qualquer (quaisquer) licença(s) de exportação relacionada(s) a tais lançamentos.&lt;br /&gt;A) No caso de qualquer (quaisquer) licença(s) de exportação ser(em) suspensa(s) ou revogada(s), o Governo dos Estados Unidos da América deverá prontamente notificar o Governo da República Federativa do Brasil e explicar as razões dessa decisão.&lt;br /&gt;B) Caso o Governo dos Estados Unidos da América revogue suas licenças de exportação, o Governo da República Federativa do Brasil não deverá interferir nessa decisão e, se necessário, deverá facilitar o retorno imediato aos Estados Unidos da América, ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América, em conformidade com o estabelecido na licença de exportação emitida pelos Estados Unidos da América, dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos que tenham sido internados no território da República Federativa do Brasil.&lt;br /&gt;6. O Governo da República Federativa do Brasil envidará seus melhores esforços para garantir a continuidade da(s) licença(s) brasileira(s) para o término das Atividades de Lançamento. Se o Governo da República Federativa do Brasil concluir que qualquer dispositivo deste Acordo ou dos Planos de Controle de Tecnologias para Atividades de Lançamento tenha sido violado, poderá suspender ou revogar qualquer (quaisquer) licença(s) relacionadas(s) a tais lançamentos.&lt;br /&gt;7. No caso de qualquer (quaisquer) licença(s) ser(em) suspensa(s) ou revogada(s), o Governo da República Federativa do Brasil deverá prontamente notificar o Governo dos Estados Unidos da América e explicar as razões dessa decisão.&lt;br /&gt;ARTIGO V&lt;br /&gt;Dados Técnicos Autorizados para Divulgação&lt;br /&gt;1. Este Acordo não permite, e o Governo dos Estados Unidos da América proibirá, que os Participantes Norte-americanos prestem qualquer assistência aos Representantes Brasileiros no concernente ao projeto, desenvolvimento,produção, operação, manutenção, modificação, aprimoramento, modernização, ou reparo de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins, a menos que tal assistência seja autorizada pelo Governo dos Estados Unidos da América. Este Acordo não permite a divulgação de qualquer informação referente a veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifa para carga útil, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou componentes norte-americanos, por Participantes Norte-americanos ou qualquer pessoa sujeita àlei norte-americana, a menos que tal divulgação seja especificamente autorizada pelo Governo dos Estados Unidos da América;&lt;br /&gt;2. O Governo da República Federativa do Brasil não repassará e proibirá o repasse por Representantes Brasileiros de quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos sem prévia autorização por escrito do Governo dos Estados Unidos da América. O Governo da República Federativa do Brasil não utilizará e tomará as medidas necessárias para assegurar que os RepresentantesBrasileiros não utilizem Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos para propósitos outros que não os especificados na licença de informação emitida pelos Estados Unidos da América e/ou autorização do Governo dos Estados Unidos da América para transferir informação proveniente dos Licenciados Norte-americanos aos Licenciados Brasileiros;&lt;br /&gt;3. O Governo dos Estados Unidos da América tomará as medidas necessárias para que os Licenciados Norte-americanos forneçam aos Licenciados Brasileiros a informação necessária relacionada às licenças norte-americanas e/ou à autorização de repasse emitida pelo Governo dos Estados Unidos da América, incluindo informações sobre a natureza sigilosa de itens fornecidos de acordo com tal licença ou autorização. O Governo da República Federativa do Brasil tomará as medidas necessárias para assegurar que os Licenciados Brasileiros forneçam ao Governo da República Federativa do Brasil ainformação acima mencionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGO VI&lt;br /&gt;Controles de Acesso&lt;br /&gt;1. Para quaisquer Atividades de Lançamento, as Partes supervisionarão e acompanharão a implementação dos Planos de Controle de Tecnologias. O Governo da República Federativa do Brasil permitirá e facilitará a supervisão e o acompanhamento das Atividades de Lançamento pelo Governo dos Estados Unidos da América. Se o Governo dos Estados Unidos da América decidir não implementar qualquer dos controles referidos neste Artigo ou no Artigo VII em circunstâncias específicas, deverá notificar o Governo da República Federativa do Brasil.&lt;br /&gt;2. As Partes assegurarão que somente pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlarão, vinte e quatro horas por dia, o acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, bem como o transporte de equipamentos/componentes,construção/instalação, conexão/desconexão, teste e verificação, preparação para lançamento, lançamento de Veículos de Lançamento/Espaçonaves, e o retorno dos Equipamentos Afins e dos Dados Técnicos aos estados Unidos da América ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;3. Servidores do Governo dos Estados Unidos da América que estejam presentes no Centro de Lançamento de Alcântara e estejam ligados a Atividades de Lançamento terão livre acesso, a qualquer tempo, para inspecionar Veículos de Lançamento, Espaçonaves e Equipamentos Afins nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3 e nas instalações exclusivamente reservadas para trabalhos com Veículos Lançadores e Espaçonaves, bem como para verificar, nessas áreas e instalações, os Dados Técnicos que sejam fornecidos pelos Licenciados Norte-americanos aos Representantes Brasileiros. O Governo dos Estados Unidos da América envidará esforços para notificar tempestivamente o Governo da República Federativa do Brasil ou RepresentantesBrasileiros dessas inspeções ou verificações. Tais inspeções e verificações no entanto poderão ocorrer sem prévio aviso ao Governo da República Federativa do Brasil ou aos Representantes Brasileiros. O Governo dos Estados Unidos da América terá o direito de inspecionar e monitorar, inclusive eletronicamente por meio de circuitos fechados de televisão e por outros equipamentos eletrônicos compatíveis com as condições de preparação e lançamento de Veículos de Lançamento e compatíveis com os requisitos de segurança de lançamentos: as áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e todas as áreas definidas nos Planos de Controle de Tecnologias, onde Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos estejam localizados, inclusive a "sala limpa" para trabalhos com Espaçonaves após as Espaçonaves serem integradas aos Veículos de Lançamento. O Governo dos Estados Unidos da América terá o direito de que Participantes Norte-americanos acompanhem os Veículos de Lançamento e/ou as Espaçonaves ao longo do trajeto que os Veículos de Lançamento com as Espaçonaves a eles integradas seguirão até a plataforma de lançamento. OGoverno dos Estados Unidos da América assegurará que os Licenciados Norte- americanos coordenarão com os Licenciados Brasileiros as especificações e características técnicas de quaisquer equipamentos de monitoramento eletrônico.&lt;br /&gt;4. O Governo da República Federativa do Brasil dará tempestivamente informação ao Governo dos Estados Unidos da América sobre quaisquer operações que possam criar conflito entre controles de acesso e requisitos de observação especificados pelas Partes, de modo que entendimentos adequados possam ser acordados para salvaguardar Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que não serão negados aos Licenciados Norte-americanos o controle, o acesso e a monitorização das áreas restritasreferidas no Artigo IV, parágrafo 3, e dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos e que tal controle e verificação não sejam interrompidos em momento algum.&lt;br /&gt;5. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que todos os Representantes Brasileiros portem, de forma visível, crachás de identificação enquanto estiverem cumprindo atribuições relacionadas com Atividades de Lançamento. O acesso às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e aos locais e áreas que tenham sido especificamente reservados exclusivamente para trabalhos com Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e Equipamentos Afins será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América ou, como autorizado na(s) licença(s) de exportação, por Licenciados Norte-americanos, por meio de crachás que serão emitidos unicamente pelo Governo dos Estados Unidos da América ou por Licenciados Norte-americanos, se autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América, e incluirão o nome e a fotografia do portador.&lt;br /&gt;6. O acesso a áreas, instalações e locais do Centro de Lançamento de Alcântara que não estejam situados nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, ou não estejam especialmente reservados para trabalhos exclusivamente com os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, serão controlados pelo Governo da República Federativa do Brasil, conforme disposto neste Acordo, e será autorizado de conformidade com informação incluída em crachás emitidos pelo Governo da República Federativa do Brasil. Em qualquer instância, na qual Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins estejam presentes em instalações ou áreas controladas pela República Federativa do Brasil, as Partes assegurarão que os Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins serão acompanhados e vigiados por Participantes Norte-americanos aprovados pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;ARTIGO VII&lt;br /&gt;Procedimentos para Processamento&lt;br /&gt;1. Transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e de Dados Técnicos, incluindo procedimentos alfandegários.&lt;br /&gt;A. Todo transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e de Dados Técnicos para ou a partir do território da República Federativa do Brasil deverá ser autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, e tais itens poderão, a critério do Governo dos Estados Unidos da América, ser acompanhados durante o transporte por agentes autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;B. Quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos transportados para ou a partir do território da República Federativa do Brasil e acondicionados apropriadamente em "containers" lacrados não serão abertos para inspeção enquanto estiverem no território da República Federativa do Brasil. O Governo dos Estados Unidos da América fornecerá às autoridades brasileiras competentes relação do conteúdo dos "containers" lacrados, acima referidos.&lt;br /&gt;C. O Governo dos Estados Unidos da América exigirá dos Licenciados Norte-americanos que forneçam garantias por escrito de que os "containers" lacrados referidos no parágrafo 1.B deste Artigo não contém nenhuma carga ou equipamento não relacionado a Atividades de Lançamento.&lt;br /&gt;D. Os Participantes Norte-americanos se submeterão ao controle de imigração e alfândega na República Federativa do Brasil, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelas leis e regulamentos brasileiros.&lt;br /&gt;E. O Governo da República Federativa do Brasil envidará seus melhores esforços para facilitar a entrada no território da República Federativa do Brasil dos Participantes Norte-americanos envolvidos em Atividades de Lançamento, inclusive agilizando a expedição dos respectivos vistos de entrada no País.&lt;br /&gt;2. Preparativos no Centro de Lançamento de Alcântara&lt;br /&gt;A. O Governo da República Federativa do Brasil permitirá aos Representantes Brasileiros participarem no descarregamento de veículos transportando Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins ou Dados Técnicos e entregando "containers" lacrados nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e nas áreas de preparação de Veículos de Lançamento e de Espaçonaves, somente se estas áreas estiverem sob a supervisão de Participantes Norte-americanos. O Governo da República Federativa do Brasil não permitirá o acesso de Representantes Brasileiros às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, ou às áreas de preparação de Veículos de Lançamento ou de Espaçonaves, em qualquer hipótese, enquanto os Veículos de Lançamento, Espaçonaves ou quaisquer Equipamentos Afins estejam sendo montados, instalados, testados, preparados, e/ou integrados, a menos que estejam acompanhados a todo o tempo por Participantes Norte-americanos ou sejam especificamente autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;B. As Partes permitirão somente os Participantes Norte-americanos abastecer de propelentes os Veículos de Lançamento e Espaçonaves, bem como testar Veículos de Lançamento e Espaçonaves. As Partes concordam que os Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins serão acompanhados por Participantes Norte-americanos durante e após a integração de Espaçonaves aos Veículos de Lançamento e enquanto Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves integradas a Veículos de Lançamento estejam sendo transferidos para plataformas de lançamento.&lt;br /&gt;3. Procedimentos Pós-Lançamento As Partes assegurarão que somente aos Participantes Norte-americanos será permitido desmontar Equipamentos Afins.As Partes assegurarão que tais equipamentos, juntamente com os Dados Técnicos, retornarão a locais e em veículos aprovados pelo Governodos Estados Unidos da América, e que tais equipamentos e Dados Técnicos poderão ser acompanhados por agentes autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América. Equipamentos Afins e outros itens sujeitos ao controle de exportação pelos Estados Unidos da América que permaneçam no Brasil, em razão de projeto não mais vinculado às Atividades de Lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, serão destruídos no local ou removidos da República Federativa do Brasil, a menos que de outra maneira venha a ser acordado pelas Partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGO VIII&lt;br /&gt;Atraso, Cancelamento ou Falha de Lançamento&lt;br /&gt;1. Atraso de Lançamento&lt;br /&gt;Na eventualidade de atraso no lançamento, as Partes assegurarão que o acesso aos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos será monitorado por Participantes Norte-americanos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que Participantes Norte-americanos estejam presentes se as Espaçonaves estiverem expostas ou forem removidas do Veículo de Lançamento após tais Espaçonaves terem sido integradas ao Veículo de Lançamento. As Partes assegurarão que tais Veículos de Lançamentos e Espaçonaves serão monitorados e acompanhados por Participantes Norte-americanos durante seu transporte desde a plataforma de lançamento até a área de preparação do Veículo de Lançamento e/ouEspaçonaves, onde, se necessário, os Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves serão reparados e aguardarão a reintegração. O disposto no Artigo VII deste Acordo será aplicado a qualquer Atividade de Lançamento subseqüente.&lt;br /&gt;2. Cancelamento do Lançamento&lt;br /&gt;Na eventualidade de cancelamento do lançamento, as Partes assegurarão que aos veículos participantes Norte-americanos será permitido monitorar o acesso aos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará a presença de Participantes Norte-americanos se as Espaçonaves estiverem expostas ou forem removidas dos Veículos de Lançamento, após tais Espaçonaves terem sido integradas aos Veículos de Lançamento. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que os Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves serão monitorados e acompanhados por Participantes Norte-americanos durante seu transporte desde a plataforma de lançamento até a área de preparação dos Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves, onde eles aguardarão retorno para os Estados Unidos da América, ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América. As Partes assegurarão que o carregamento de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos em um veículo será monitorado por Participantes Norte-americanos e que esse veículo seja aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;3. Falha do Lançamento&lt;br /&gt;A. Na eventualidade de falha do lançamento, o Governo da República Federativa do Brasil permitirá que Participantes Norte-americanos auxiliem na busca e recuperação de qualquer ou de todos os componentes e/ou escombros dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, em todos os locais dos acidentes sujeitos à jurisdição ou controle da República Federativa do Brasil. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que agentes governamentais norte-americanos pertencentes a equipes de busca(s) de emergência tenham acesso ao local do acidente. Existindo razão que leve a crer que a busca e a recuperação de componentes e/ou escombros dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins afetarão interesse de um terceiro Estado, as Partes consultarão imediatamente o governo daquele Estado, no que concerne à coordenação de procedimentos para realizar as operações de busca, sem prejuízo dos direitos e obrigações de todos os estados envolvidos, em conformidade com o Direito Internacional, incluindo o disposto no Acordo sobre o Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico, datado de22 de abril de 1968.&lt;br /&gt;B. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que uma "área de recuperação de escombros", controlada por Participantes Norte-americanos, para armazenamento de componentes ou escombros identificados do Veículos de Lançamento, de Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins seja reservada no Centro de Lançamento de Alcântara e/ou em outra localidade acordada pelas Partes. O acesso a esta(s) área(s) será controlado, no que couber, como estabelecido no Artigo VI deste Acordo. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará a imediata restituição aos Participantes Norte-americanos de todos os componentes e/ou escombros identificados dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins recuperados por Representantes Brasileiros, sem que tais componentes ou escombros sejam estudados ou fotografados de qualquer maneira.&lt;br /&gt;C. O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América acordam em autorizar os Licenciados Brasileiros e os Licenciados Norte- americanos, respectivamente, por meio de licenças ou permissões, a proporcionar, na medida em que os interesses nacionais de segurança e de política externa dos respectivos Estados o permitam, as informações necessárias para determinar a causa do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGO IX&lt;br /&gt;Implementação&lt;br /&gt;1. As Partes, anualmente, realizarão consultas para rever a implementação deste Acordo, com particular ênfase na identificação de qualquer adequação que possa ser necessária para manter a efetividade dos controles sobre transferência de tecnologia.&lt;br /&gt;2. Qualquer controvérsia entre as Partes concernente àinterpretação e àimplementação deste Acordo será dirimida por consultas através dos canais diplomáticos.&lt;br /&gt;ARTIGO X&lt;br /&gt;Entrada em Vigor, Emendas e Denúncia&lt;br /&gt;1. Este Acordo entrará em vigor mediante troca de notas entre as Partes, confirmando que todos os procedimentos e requisitos internos pertinentes para que este Acordo entre em vigor tenham sido observados.&lt;br /&gt;2. Este Acordo poderá ser emendado por meio de acordo, por escrito, entre as Partes. Quaisquer emendas acordadas entrarão em vigor mediante troca de notas entre as partes, confirmando que todos os procedimentos e requisitos pertinentes àsua entrada em vigor tenham sido observados.&lt;br /&gt;3. Este Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes mediante notificação escrita à outra Parte de sua intenção de denunciá-lo. A denúncia terá efeito um ano após a data da notificação.&lt;br /&gt;4. As obrigações das Partes, estabelecidas neste Acordo, concernentes à segurança, à divulgação e ao uso da informação, e àrestituição aos Estados Unidos da América, ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América, de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos decorrentes de lançamento atrasado ou cancelado, ou de componentes ou escombros dos Veículos de Lançamento,Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, resultantes de falha em lançamento, continuarão a ser aplicadas após a expiração ou término deste Acordo.Em testemunho do que, os abaixo assinados, devidamente autorizados pelos respectivos Governos, firmaram este Acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito em Brasília, em 18 de abril de 2000, em dois exemplares originais, nos idiomas português e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos.&lt;br /&gt;Ronaldo Sardenberg Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia PELO GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILAnthony S. Harrington Embaixador dos Estados Unidos da América PELO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pinçado do Blog do Azenha - Vi o Mundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-8301169285526327037?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/8301169285526327037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=8301169285526327037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/8301169285526327037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/8301169285526327037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/08/fhc-lesa-patria-entreguismo-sem.html' title='FHC - LESA PATRIA - ENTREGUISMO SEM ESCRUPULOS'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-734194662329181029</id><published>2009-08-23T07:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T07:15:25.372-07:00</updated><title type='text'>LULA X FHC - UM PARALELO</title><content type='html'>LULA X FHC&lt;br /&gt;Esse quadro comparativo eu retirei do &lt;a href="http://coisasbobas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Blog da Giorgia&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://coisasbobas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Coisas Bobas&lt;/a&gt;. Eu também não chequei fonte por fonte, mas acho bastante plausível todos os números e eles são bem coerentes com o que temos visto nos noticiários neste tempo todo.&lt;br /&gt;LULA X FHC&lt;br /&gt;Recebi esse email de um amigo que é Procurador da Fazenda Nacional. Repito as palavras dele, com as quais concordo: “Com o objetivo de comparar algumas coisas interessantes (e não apenas desgraças) segue a mensagem abaixo. Não conferi as fontes, mas a maioria dos números bate com o que é notoriamente conhecido…”&lt;br /&gt;A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:&lt;br /&gt;Número de policiais federais:&lt;br /&gt;Lula: 11 mil&lt;br /&gt;FHC: 5 mil&lt;br /&gt;Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.:&lt;br /&gt;Lula- 183&lt;br /&gt;FHC- 20&lt;br /&gt;Prisões efetuadas:&lt;br /&gt;Lula: 2.971&lt;br /&gt;FHC: 54&lt;br /&gt;Criação de empregos:&lt;br /&gt;Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)&lt;br /&gt;FHC: 700 mil&lt;br /&gt;Média anual de empregos gerados :&lt;br /&gt;Lula: 1,14 milhão&lt;br /&gt;FHC: 87,5 mil&lt;br /&gt;Média mensal de empregos gerados:&lt;br /&gt;Lula: 95 mil&lt;br /&gt;FHC: 87 mil&lt;br /&gt;Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:&lt;br /&gt;Lula: 8,3%&lt;br /&gt;FHC: 11,7%&lt;br /&gt;Desemprego em SP:&lt;br /&gt;Lula: 16,9%&lt;br /&gt;FHC: 19,0%&lt;br /&gt;Exportações (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 118,3 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 60,4 bilhões&lt;br /&gt;Balança comercial (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 103,3 bilhões&lt;br /&gt;FHC: – 8,4 bilhões&lt;br /&gt;Transações correntes (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: 30,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: – 186,2 bilhões&lt;br /&gt;A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:&lt;br /&gt;Risco-país:&lt;br /&gt;Lula: 204&lt;br /&gt;FHC: 2.400*&lt;br /&gt;No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.&lt;br /&gt;Inflação:&lt;br /&gt;Lula: 2,8%&lt;br /&gt;FHC: 12,53%&lt;br /&gt;Dívida com o FMI (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: dívida paga&lt;br /&gt;FHC: 14,7 bilhões&lt;br /&gt;Dívida com o Clube de Paris (em dólares):&lt;br /&gt;Lula: dívida paga&lt;br /&gt;FHC: 5 bilhões&lt;br /&gt;Dívida pública:&lt;br /&gt;Lula: 34,2%FHC: 35,3%&lt;br /&gt;Dívida externa:&lt;br /&gt;Lula: 2,41%&lt;br /&gt;FHC:12,45%&lt;br /&gt;Investimento em desenvolvimento (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 47,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 38,2 bilhões&lt;br /&gt;Empréstimo para habitação (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 4,5 bilhõesFHC: 1,7 bilhões&lt;br /&gt;PIB:Lula: 2,6% ao ano (até 2005)&lt;br /&gt;FHC: 2,3% ao ano&lt;br /&gt;Crescimento industrial:&lt;br /&gt;Lula: 3,77%* O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Folha de S. Paulo (20/08/2006)&lt;br /&gt;FHC: 1,94%&lt;br /&gt;Produção de bens duráveis:&lt;br /&gt;Lula: 11,8%&lt;br /&gt;FHC: 2,4%&lt;br /&gt;Lembrando: comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:&lt;br /&gt;Aumento na produção de veículos:&lt;br /&gt;Lula: 2,4%&lt;br /&gt;FHC: 1,8%&lt;br /&gt;Crédito para a agricultura familiar:&lt;br /&gt;Lula: 6,1%&lt;br /&gt;FHC: 2,4%&lt;br /&gt;Crescimento real do salário mínimo:&lt;br /&gt;Lula: 25,3%&lt;br /&gt;FHC: 20,6%* Ganho real de 25,7% em três anos&lt;br /&gt;Valor do salário mínimo em dólares:&lt;br /&gt;Lula: 152&lt;br /&gt;FHC: 55&lt;br /&gt;Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:&lt;br /&gt;Lula: 2,2 cestas básicas&lt;br /&gt;FHC: 1,3 cesta básica&lt;br /&gt;Aumento do custo da cesta básica:&lt;br /&gt;Lula: 15,6%&lt;br /&gt;FHC: 81,6%&lt;br /&gt;Índice de Desigualdade social:&lt;br /&gt;Lula: 0,559&lt;br /&gt;FHC: 0,573&lt;br /&gt;Participação dos mais pobres na renda:Lula:&lt;br /&gt;15,2%&lt;br /&gt;FHC: 14,4%&lt;br /&gt;Número de pobres:&lt;br /&gt;Lula: 33,57%&lt;br /&gt;FHC: 34,34%&lt;br /&gt;Número de miseráveis:&lt;br /&gt;Lula: 25,08%&lt;br /&gt;FHC: 26,23%&lt;br /&gt;Transferência de renda (em reais):&lt;br /&gt;Lula: 7,1 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 2,3 bilhões&lt;br /&gt;Média por família:&lt;br /&gt;Lula: 70 reais&lt;br /&gt;FHC: 25 reais&lt;br /&gt;Atendidos pelo programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 43,4%&lt;br /&gt;FHC: 30,4%&lt;br /&gt;Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):&lt;br /&gt;Lula: 33,7%&lt;br /&gt;FHC: 17,5%*&lt;br /&gt;15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.&lt;br /&gt;Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):&lt;br /&gt;Lula: 21,6&lt;br /&gt;FHC: 55,7&lt;br /&gt;Número de turistas que vêm ao Brasil:&lt;br /&gt;Lula: 4,6 milhões&lt;br /&gt;FHC: 3,8 milhões&lt;br /&gt;Pró-jovem – estudo subsidiadoLula:&lt;br /&gt;93 mil (18 a 24 anos)&lt;br /&gt;FHC: …* 100 reais por mês de subsídio a cada estudante&lt;br /&gt;Bolsa FamíliaLula:&lt;br /&gt;11,1 milhões de famílias&lt;br /&gt;FHC: …* Educação e subsídio alimentar&lt;br /&gt;Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino&lt;br /&gt;Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt;Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)&lt;br /&gt;Lula: 3,3 milhões de brasileiros&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt;Áreas ambientais preservadas&lt;br /&gt;Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares&lt;br /&gt;Apoio à agricultura familiar&lt;br /&gt;Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)&lt;br /&gt;FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)* O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007&lt;br /&gt;Compra de terras para Reforma Agrária&lt;br /&gt;Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)&lt;br /&gt;FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)&lt;br /&gt;Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:&lt;br /&gt;Lula: 14,99 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 8,3 bilhões&lt;br /&gt;Investimentos em alimentação escolar:&lt;br /&gt;Lula: 1 bilhão&lt;br /&gt;FHC: 848 milhões&lt;br /&gt;Investimento anual em saúde básica:&lt;br /&gt;Lula: 1,5 bilhão&lt;br /&gt;FHC: 155 milhões&lt;br /&gt;Equipes do Programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 21.609&lt;br /&gt;FHC: 16.698&lt;br /&gt;População atendida pelo Prog. Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 70 milhõesFHC: 55 milhões&lt;br /&gt;Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:&lt;br /&gt;Lula: 39,7%&lt;br /&gt;FHC: 31,9%&lt;br /&gt;Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:&lt;br /&gt;Lula: 151 mil&lt;br /&gt;FHC: 119 mil&lt;br /&gt;Juros:&lt;br /&gt;Lula: 16%&lt;br /&gt;FHC: 25%&lt;br /&gt;BOVESPA&lt;br /&gt;Lula: 35,2 mil pontos&lt;br /&gt;FHC: 11,2 mil pontos&lt;br /&gt;Dívida externa:&lt;br /&gt;Lula: 165 bilhões&lt;br /&gt;FHC: 210 bilhões&lt;br /&gt;Desemprego no país:&lt;br /&gt;Lula: 9,6%&lt;br /&gt;FHC: 12,2%&lt;br /&gt;Dívida/PIB:&lt;br /&gt;Lula: 51%&lt;br /&gt;FHC: 57,5%&lt;br /&gt;Eletrificação Rural&lt;br /&gt;Lula: 3.000.000 de pessoas&lt;br /&gt;FHC: 2.700 pessoas&lt;br /&gt;Livros gratuitos para o Ensino Médio&lt;br /&gt;Lula: 7 milhões&lt;br /&gt;FHC: zero&lt;br /&gt;Geração de Energia Elétrica&lt;br /&gt;Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.&lt;br /&gt;FHC: APAGÃO&lt;br /&gt;* Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a PolíciaFederal realizou 183 operações e 2.961 prisões? Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.&lt;br /&gt;Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar – desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-734194662329181029?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/734194662329181029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=734194662329181029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/734194662329181029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/734194662329181029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/08/lula-x-fhc-um-paralelo.html' title='LULA X FHC - UM PARALELO'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-8232938624151117382</id><published>2009-07-29T09:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T09:32:49.609-07:00</updated><title type='text'>O GOVERNO JOÃO GOULART – ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E POLÍTICOS</title><content type='html'>Charles Leonel Bakalarczyk JUL2009&lt;br /&gt;O discurso, mesmo que em síntese apertada, sobre aspectos econômicos e políticos de um determinado governo ou período histórico exige um olhar que recaia na base material. E a totalidade da estrutura econômica somente pode ser percebida se as relações sociais e políticas forem examinadas. Esse é o sentido – e limitação – deste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Movimentos sociais no Governo Goulart&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ligas camponesas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores do campo, economicamente excluídos, começaram a se mobilizar. A mobilização decorreu das mudanças estruturais ocorridas entre 1950 e 1964 (crescimento urbano e industrialização).O mercado para produtos agrícolas e pecuária ampliou. A terra passou a ser mais rentável e os proprietários passaram a expulsar antigos posseiros ou agravar suas condições de trabalho.Houve migração do campo para a cidade e, até por isso, tomada de consciência (pela necessidade).O movimento mais importante – surgido a partir de 1955 - foi os das ligas camponesas, tendo por líder o advogado Francisco Julião – que promoveu as Ligas às margens do movimento sindical. As Ligas lutavam por terra para os trabalhadores que não mais as tinham.Foi realizado em BH, isso em 1961, o I Congresso Nacional dos Trabalhadores Agrícolas, organizado por Julião, setores da Igreja Católica e dirigentes comunistas.Em 1963, Jango, atendendo às reivindicações do movimento, sancionou o Estatuto do Trabalhador Rural, instituindo a CTPS para o trabalhador do campo, regulando a duração do trabalho e prevendo outros direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Governo Jango ouve grande mobilização do movimento estudantil, pela atuação da UNE. Apresentavam propostas de radical transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Católicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1950, setores da Igreja Católica passaram a se preocupar com as camadas populares. Combatia-se o comunismo através dos setores conservadores e, ao mesmo tempo, denunciava-se os males do capitalismo pela voz dos progressistas.No Nordeste, os católicos promoveram a sindicalização rural, combatendo, entretanto, as ligas camponesas.Com a posse de Jango, inclusive setores moderados (CNBB) certificaram a legitimidade do seu governo. No entanto, os setores conservadores foram agentes definitivos na queda de Jango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posse de Jango implicou o retorno do populismo (ligação direta entre o Presidente e o povo, legitimando pressões sociais e mobilizações populares).Houve, então, uma atuação rente do movimento sindical operário em relação ao Estado, apoiando as reformas de base.As lutas sindicais passaram, gradualmente, a assumir um viés mais político do que meramente salarial. Embora houvesse profundas divergências entre o Governo Jango e os sindicalistas, afinidades se colidaram. Os sindicatos apoiaram as reformas de base.A organização crescente do operariado resultou no movimento grevista, principalmente no setor público, iniciando-se em São Paulo e de deslocando para quase todo o país.Todavia, as lutas políticas não traziam conquistas econômicas imediatas, havendo um declínio do movimento operário no Estado de São Paulo – setor mais dinâmico da economia nacional. Além disso, os dirigentes sindicais ficaram muito próximos do governo, ruindo com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuação da burguesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Jango pretendia realizar as reforma de base, que continha medidas nacionalistas e de intervenção do Estado na esfera econômica (diminuição do Mercado e aumento do Estado). Buscava-se, entre outras medidas, nacionalizar empresas concessionárias de serviços públicos, de figroríficos e da indústria farmacêutica, regular a remessa de lucros para o estrangeiro e estender o monopólio da Petrobrás. Pretendia-se, em suma e quando muito, um Estado de Bem-Estar Social (desenvolvimento capitalista com garantias sociais mínimas), ao estilo europeu, e não adotar o comunismo.Todavia, a burguesia nacional não pretendia enfrentar o “imperialismo norte-americano” e nem patrocinar a reforma agrária.Os movimentos sociais – em especial as greves - assustaram a burguesia nacional, que, vendo os investidores inibidos com as “incertezas” do mercado, tratou de se distanciar do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classe média:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, parte da classe média via com bons olhos o Governo Jango e suas reformas de base. Mas quando verificou que a reforma urbana atingia seus interesses, mudou de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A par da organização dos movimentos sociais, os agrupamentos políticos (que ultrapassavam os partidos) passaram a se definir ideologicamente.O PTB, beneficiando-se da ilegalidade do PCB, recolhendo seus eleitores. Por ser urbano, também obteve mais eleitores graças à industrialização. Definiu-se, então, nacionalista e de mudanças sociais. Em 1945, possuía 22 deputados federais; em 1962, 116.Já o PSD e a UDN, por conta das definições ideológicas, perdeu base eleitoral. Em 1945 os dois partidos detinham 82% das cadeiras de deputados federais; em 1962, 51%.A ideologização dos partidos reduziu as diferenças pessoais internas, mas aumentou as ideológicas. Assim, era possível que dentro dos três partidos houvesse posições mais conservadoras ou progressistas.O quadro era o seguinte: a maioria da UDN era ultra-conservadora; o PSD era dividida entre conservadores e nacionalistas e a maioria do PTB era nacionalista e reformista.No Parlamento, havia dois movimentos interpartidários: a Frente Parlamentar Nacionalista, composta em sua maioria por deputados do PTB, com considerável participação de deputados da UDN; e a Ação Democrática Parlamentar, financiada pela CIA.Embora o crescimento do PTB, as eleições de 1962 mostraram a força do centro e da direita. Vale lembrar que os governadores dos maiores estados eram contra o Governo Jango.Essa força conservadora impediu, inclusive, que, após a renúncia de Jânio Quadros, Jango assumisse o papel de chefe de Governo – surgiu o parlamentarismo (1961), derrubado em 1963 por cerca de 9,5 milhões de votos num universo de 12 milhões de votantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forças Armadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se havia movimentação no meio civil, o militar não ficava para trás. Foi criada uma doutrina com base na guerra fria, que se consolidou com a ascensão de Fidel Castro ao Poder (doutrina da segurança nacional). Um inimigo externo havia sido constituido para servir com objeto de combate: o comunismo.Com a radicalização das reformas de base, os militares se convenceram que somente um movimento armado estancaria a “anarquia populista”, que, sem a intervenção militar, na ótica dos golpistas, descambaria para o comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano Trienal/economia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962, ainda no parlamentarismo, o governo divulgou o Plano Trienal, elaborado pelo economista Celso Furtado, para combater a inflação e desenvolver o país. Anunciou também a realização das reformas de base: agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional.O Plano Trienal embora com medidas bem coerentes, falhou. Enfrentou desde o início forte oposição, e o governo brasileiro se viu obrigado a negociar empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo dos Estados Unidos da América, que exigiram cortes significativos nos investimentos nacionais.O desemprego, a inflação e a carestia aumentavam as tensões sociais no país. A escalada inflacionária começou em 1960, com 26,3; em 1961 passou para 33,3% e 1962 atingiu 54,8%.O Trienal fracassou porque dependia da colaboração de setores que dispunham de voz econômica na sociedade. Ocorre que aqueles que se beneficiavam da inflação não tinham interesse no êxito das medidas; já os inimigos políticos apostavam no “quanto pior melhor”, desejosos da ruína de Jango e da economia para sustentar um golpe; o movimento operário aceitava tudo no Plano, menos a redução de vantagens salariais; a esquerda pensava que havia “o dedo do Império” no Trienal; os investidores temiam o sucesso de algumas metas e do populismo, além de não gostar do executor do plano (San Tiago Dantas); os proprietários rurais viam a reforma agrária como uma catástrofe na economia pessoal (a proposta de reforma era desapropriar sem indenizar) e se armaram até os dentes para “resistir”.O PIB que em 1962 foi de 5,3%, caiu para 1,5% no ano seguinte.Em 1963, 700 mil operários pararam e conseguiram 80% de aumento salarial, logo consumido pela hiperinflação. Eis as notas do fracaso econômico do Governo Jango.Para tentar garantir apoio popular, em 1964 Jango propõe medidas de radicalização das reformas de base – incutidas no Trienal.Como reação, 500 mil pessoas participaram da Marcha pela Família com Deus pela Liberdade, a partir das associações das senhoras católicas. Um movimento eminentemente conservador, base social para o golpe.A crise econômica e a aprofundamento da crise política criaram as condições para o golpe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-8232938624151117382?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/8232938624151117382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=8232938624151117382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/8232938624151117382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/8232938624151117382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/07/o-governo-joao-goulart-aspectos.html' title='O GOVERNO JOÃO GOULART – ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E POLÍTICOS'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-9215554960559673947</id><published>2009-07-26T04:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T04:53:33.922-07:00</updated><title type='text'>PROGRAMA DO JÔ: A GLOBO, A PIZZA E A MARNELADA</title><content type='html'>25 DE JULHO DE 2009 - 16h45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Programa do Jô da Rede Globo de Televisão — também transmitido simultaneamente pela rede CBN de rádio — da quarta-feira (22), o apresentador e suas “meninas” protagonizaram mais um espetáculo circense. Jô Soares e suas blue caps falaram de comilança a energia nuclear com uma desenvoltura em cada assunto que deixaria os especialistas no chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Osvaldo Bertolino, no blog O Outro Lado da Notícia&lt;br /&gt;A sapiência dessas criaturas sobre física, gastronomia, CPI, Petrobras, Senado Federal, escuta telefônica, macroeconomia, saúde pública e, principalmente, imprensa faz crer que elas foram produzidas em algum laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos que não é nada disso, só podemos concluir que o programa é um palanque cuidadosamente pensado para jogar lama no ventilador. O caso mais escabroso foi a forma como elas trataram a escuta telefônica envolvendo a família do presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP). Em todo o programa o assunto foi ilustrado com alusões à pizza — querendo dizer que o governo estava agindo para deixar na impunidade tanto Sarney quanto a Petrobras. Antes de tudo, a lógica manda perguntar: Quem vazou a gravação para a mídia? Quem pagou pelo vazamento? E quem recebeu a propina? Isso não é corrupção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Valores a serem preservados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao mérito da questão — como dizem os advogados. O desmascaramento da farsesca tentativa de cassar o mandato do senador — tramada pela mídia em conluio com os Irmãos Metralhas, Manchas Negras e Superpatetas, acompanhados de supostos inocentes úteis — começa pela constatação de que os “investigadores”, em sua maioria, são os mesmos que se aproveitam da correção que permeia os comportamentos individuais na base da sociedade para se beneficiar de práticas corruptas. O que eles querem, mesmo, como raposas felpudas que são, é encontrar a chave do galinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pico da nossa pirâmide social, a corrupção é reconhecida como modo natural de agir, é tolerada e praticada por quase todos. Atos considerados escusos entre o povo podem ser entendidos na elite como valores a serem preservados. Borrões éticos que por aqui soam inaceitáveis lá em cima podem ser compreendidos como elementos da tradição cultural daquelas parcelas da sociedade fundadas no colonialismo, que fazem da corrupção um dos fios constituintes do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Charles Darwin leu Adam Smith&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O “pecado” de Sarney é o apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Só não vê isso quem está munido de viseiras dogmáticas. As acusações que pesam contra ele — que devem ser investigadas por quem de direito, não por esses vigaristas da mídia — são café pequeno perto do que sabe de muita gente da laia da Globo. O problema é que ele tem a ousadia de apoiar um governo que manifesta simpatia por um Brasil imenso e oposto ao Brasil que se imagina mais capaz, mais limpo, gente melhor do que os seres considerados primitivos por serem descendentes de negros e índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria apaixonante enveredar aqui por uma discussão sobre a moralidade dos povos. Mas os tempos são curtos e basta lembrar, a bem da convicção evolucionista, que Charles Darwin leu Adam Smith e não o contrário — como querem fazer crer os liberais de hoje. Ou seja: o liberalismo não é o fim da história. A rigor, por estar historicamente superado, ele se transformou num terreno fértil para a corrupção. A moralidade se submete aos processos seletivos de variação, adaptação e competição em busca da sobrevivência dos grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Udenista Carlos Lacerda redivivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Daí a contramarcha histórica da direita, que existe unicamente para preservar seus privilégios, por meio de conchavos entre os agentes que sustentam o satus quo. Se não basta a violência como elemento político, modalidade em que a direita brasileira se destaca historicamente — é só observar a lista de golpes e tentativas de golpes de Estado —, há a constatação ao alcance de todos de que, em matéria de corrupção, os udenistas/dem-tucanos têm muito conhecimento de causa. O rigor moral certamente levaria o país para um severo acerto de contas entre classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso conta para Jô Soares e suas “meninas”. O negócio deles é se sentirem um Carlos Lacerda redivivo — aquele histriônico jornalista udenista anti-Getúlio, anti-JK e anti-Jango. Contam com a impunidade para cometer desatinos. E apostam no poder fascista do grupo gigantesco a que pertencem para passar incólumes diante das mentiras que pregam. Trata-se de um grupo especializado em marmeladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Métodos abertamente gangsteristas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a mais desinformada telespectadora da novela das 8 está cansada de saber que a Globo é o maior grupo empresarial brasileiro do ramo de comunicações. Também não é segredo para ninguém que a Rede Globo de Televisão figura entre as quatro maiores do mundo, atrás somente das norte-americanas ABC, NBC e CBS. Tampouco chega a ser novidade que seus donos, os Marinho, são uma das famílias mais ricas do planeta. O que pouca gente conhece são os números precisos desse grupo de empresas iniciado em 1925, com a fundação do jornal O Globo no Rio de Janeiro. A falta de um balanço consolidado, a convivência de empresas abertas com outras de capital fechado, tudo isso costuma dificultar uma avaliação mais precisa do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se sabe é que o seu controle e participação em cerca de 100 empresas que empregam um contingente de mais de 12 mil funcionários inclui métodos abertamente gangsteristas. Uma das empresas que foi do grupo, a NEC — fabricante de centrais telefônicas, sistemas de telefonia celular, equipamentos de radiotransmissão e fibra óptica —, fundada pelo empresário Mário Garnero em associação com a NEC japonesa, por exemplo, passou às mãos da família Marinho em 1986 por meio de um episódio tenebroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lógica de “segurança nacional”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Garnero alega ter sido obrigado a vender a sua parte na empresa mediante ameaças do então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães (ACM). A operação custou um milhão de dólares. A mesma empresa foi vendida alguns anos depois por 36 milhões de dólares aos seus donos originais sem que os amigos de ACM investissem um tostão. Em troca, a emissora de ACM (TV Bahia) ganhou a programação da Globo — que havia 18 anos estava nas mãos da TV Aratu, de Salvador. Negociatas deste tipo existem desde que a poderosa rede de televisão nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Globo se consolidou pelas mãos da ditadura militar, que escolheu o grupo de Roberto Marinho para difundir a sua política ligada à lógica de ‘’segurança nacional”. Os golpistas precisavam de um canal de televisão oficioso. O Jornal Nacional, o primeiro telejornal transmitido nacionalmente, se caracterizou como o principal programa jornalístico da emissora recém-formada, constituindo um forte espaço para a propaganda oficiosa do regime. A negociata começou em 1961, quando a Globo firmou um contrato principal e um de acordo de assistência técnica com o grupo norte-americano Time-Life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Contratos da Globo com rasuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo acordo, a Globo comprou equipamentos a uma taxa de dólar um terço mais baixa do que o valor de mercado em vigor. O grupo Time-Life daria assessoria técnica à emissora. De acordo com o contrato principal, o grupo norte-americano obteria parte dos lucros líquidos da Globo — ou seja, um ato ilegal, já que não podia haver participação estrangeira nos lucros de empresas brasileiras de comunicação. No contrato de assistência técnica constava a “obrigação” de o grupo Time-Life “colaborar” na elaboração do conteúdo da programação e noticiários — mais uma prática proibida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma violação do código brasileiro de telecomunicações da época. O acordo sequer foi apreciado pelo Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel). Apenas dois anos após a assinatura dos contratos a Globo enviou um deles — o de assistência técnica — para a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) — hoje com o nome de Banco Central (BC). Mesmo assim, os documentos não puderam ser lidos porque continham muitas rasuras. O contrato sem rasuras só seria entregue, por ordem do Contel, em julho de 1965.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Manifesto” denuncia atos da Globo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Novamente para burlar as leis, a Globo, com o escândalo instaurado, trocou o contrato principal por um de arrendamento de um terreno onde se localizava a sede da televisão. Pelo contrato, a Globo seria locatária de um prédio vendido ao grupo Time Life. O problema é que o documento foi feito antes da venda do local aos norte-americanos. Ou seja: a Globo alugou um prédio que era seu. Em troca do uso, a televisão se comprometeu a pagar 45% do lucro líquido da empresa pelo aluguel. Somando aos 5% do lucro liquido, destinado à assessoria técnica, o grupo norte-americano detinha 50% da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação do grupo Time-Life como sócio majoritário num meio de comunicação com concessão pública era uma violação da legislação brasileira. Para impedir qualquer tipo de fiscalização, alguns documentos da transação desapareceram. Depois de muita insistência do Contel, a Câmara dos Deputados, contrariando os militares golpistas, decidiu instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. O assunto ganhou dimensão de escândalo público quando empresários do setor lançaram um ”Manifesto à Nação” denunciando os atos da Globo e a entrada do capital estrangeiro na imprensa brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;CPI condena Globo por unanimidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinaram o documento representantes de O Estado de S. Paulo, da Folha de S.Paulo, do Diário de S. Paulo, de A Gazeta, de A Gazeta Esportiva, do Diário da Noite, do Diário Popular, do Jornal da Tarde, da Última Hora, do Notícias Populares, de A Tribuna, de O Diário de Notícias Alemãs, do Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas do Estado de São Paulo, da Associação das Emissoras de São Paulo e do Sindicato das Empresas de Rádio-Difusão do Estado de São Paulo — além de entidades empresariais do setor no então Estado da Guanabara e até em outros países da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 22 de agosto de 1966, a CPI divulgou a condenação, por unanimidade, da Globo. ”Os contratos firmados entre a TV-Globo e o grupo Time-Life ferem o Artigo 160 da Constituição, porque uma empresa estrangeira não pode participar da orientação intelectual e administrativa de sociedade concessionária de canal de televisão; por isso, sugere-se ao Poder Executivo aplicar à empresa faltosa a punição legal pela infrigência daquele dispositivo constitucional”, dizia o parecer do relator, deputado Djalma Marinho, que pertencia à Arena, o partido que sustentava a ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ditadura dá passe livre para a Globo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro presidente do ciclo militar, Humberto Castelo Branco, pedira que o caso fosse investigado. Mas seu sucessor, Artur da Costa e Silva, decidiu não acatar a decisão da CPI e apoiar oficialmente a Globo. Em 1969, o grupo Time-Life desistiu dos contratos. A emissora de televisão da família Marinho, no entanto, já era um poderoso meio de comunicação — posição conquistada por meio de linhas de créditos abertas pela então estatal Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto-me feliz todas as noites quando assisto ao noticiário, porque na Globo o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz”, disse certa vez o terceiro general no poder, Emílio Garrastazu Médici. Desde então, a Globo ganhou passe livre para agir à vontade — sem respeitar os limites do que se pode chamar de convivência democrática. Eis as vísceras desse gigante que tenta empurrar a sua “democracia” e a sua “ética” goela abaixo dos brasileiros por meio de gente inescrupulosa como Jô Soares e suas “meninas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-9215554960559673947?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/9215554960559673947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=9215554960559673947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/9215554960559673947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/9215554960559673947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/07/programa-do-jo-globo-pizza-e-marnelada.html' title='PROGRAMA DO JÔ: A GLOBO, A PIZZA E A MARNELADA'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-2239672061507897602</id><published>2009-05-31T06:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T07:02:05.727-07:00</updated><title type='text'>GILMAU MENTES NO INFERNO</title><content type='html'>Vai como contribuição ao seu maravilhoso blog, esta obra-prima do Poeta Popular Crispiniano Neto, tratando do julgamento de Gilmar Mendes, no inferno!&lt;br /&gt;CORDEL: A chegada de Gilmau Mente ao inferno em carne e osso&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;Na onda da excomunhão&lt;br /&gt;De uma vítima do mal,&lt;br /&gt;Uma inocente estuprada&lt;br /&gt;Que fez aborto legal,&lt;br /&gt;A CPT resolveu&lt;br /&gt;Excomungaro fariseu&lt;br /&gt;Do Supremo Tribunal.&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;Foi aí que os cristãos&lt;br /&gt;Que defendem a igualdade,&lt;br /&gt;A liberdade, a justiça,&lt;br /&gt;A paz e a fraternidade&lt;br /&gt;Viram que o certo é tirar&lt;br /&gt;Da comunhão e do altar&lt;br /&gt;Quem vive a fazer maldade!&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Em vez de excomungar&lt;br /&gt;Um médico que salva vida,&lt;br /&gt;A mãe que defende a filha&lt;br /&gt;E a criança agredida,&lt;br /&gt;É melhor mandar por inferno&lt;br /&gt;Algum fariseu moderno&lt;br /&gt;Que odeia a classe oprimida!&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;Por exemplo, “Gilmau Mente”&lt;br /&gt;Que ao Sinédrio comanda,&lt;br /&gt;Que agora contra os Sem-Terra&lt;br /&gt;Igual a jagunço anda:&lt;br /&gt;O fuzil da lei em punho&lt;br /&gt;Procurando um testemunho&lt;br /&gt;Pra lascar Sem-Terra em banda!&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;Mas eis que se reuniram&lt;br /&gt;Cristãos revolucionários,&lt;br /&gt;Os profetas e o povão,&lt;br /&gt;Teólogos e operários&lt;br /&gt;Para julgar os pecados,&lt;br /&gt;Do carrasco dos lascados,&lt;br /&gt;Protetor dos salafrários.&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;Neste tribunal sentaram-se&lt;br /&gt;Frei Betto, Dom Balduino,&lt;br /&gt;O Frei Leonardo Boff&lt;br /&gt;E o Dom Pelé, nordestino,&lt;br /&gt;Irmã Ivone Gebara&lt;br /&gt;Pra julgar, da peça rara,&lt;br /&gt;Qual o seu novo destino.&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;Padre Luis Couto esteve&lt;br /&gt;Com Reginaldo Veloso&lt;br /&gt;Analisando “Gilmau”&lt;br /&gt;No seu jeitão mafioso,&lt;br /&gt;Pra saber se o tal ministro&lt;br /&gt;O direitoso sinistro&lt;br /&gt;Era um ‘deus’ ou um tinhoso!&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;Quando eles pegaram a ficha&lt;br /&gt;Do réu, rei de um tribunal,&lt;br /&gt;Leram a reportagem que&lt;br /&gt;Tem na Carta Capital&lt;br /&gt;Viram que era duro o teste:&lt;br /&gt;Mandar pra mansão celeste&lt;br /&gt;Ou pra profunda infernal?&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;E começaram a fazer&lt;br /&gt;Perguntas ao sinistrão.&lt;br /&gt;Primeiro: por que morreu&lt;br /&gt;Com balas de “trezoitão”&lt;br /&gt;Andréia Paula Pedroso&lt;br /&gt;Por ser contra um mafioso&lt;br /&gt;Prefeito que é seu irmão…!&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;E por que participou&lt;br /&gt;Da campanha eleitoral&lt;br /&gt;De um irmão quando já era&lt;br /&gt;“Advogado Geral”&lt;br /&gt;E quatro anos à frente&lt;br /&gt;Se já era presidente&lt;br /&gt;Do Supremo Tribunal.&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;Perguntaram-lhe também&lt;br /&gt;Qual a relação, enfim,&lt;br /&gt;Com donos do frigorífico&lt;br /&gt;Chamado “Grupo Bertin”&lt;br /&gt;Por ser cartel condenado,&lt;br /&gt;E com matadouro instalado&lt;br /&gt;Na terra do irmão ruim?&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;Em seguida perguntaram&lt;br /&gt;Por que não licitação&lt;br /&gt;Para que o seu instituto&lt;br /&gt;Ganhasse tanto milhão&lt;br /&gt;Com contrato suspeitoso&lt;br /&gt;Quando F.H. Cardoso&lt;br /&gt;Governava essa nação?&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;E perguntaram também:&lt;br /&gt;Pode explicar, seu moço,&lt;br /&gt;Porque sua faculdade&lt;br /&gt;Tem filé em vez de osso?&lt;br /&gt;Pois o prefeitão/irmão,&lt;br /&gt;Transformou tributação&lt;br /&gt;Em bolsas que enchem seu bolso?&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;Outro perguntou, mostrando&lt;br /&gt;Até um pouco de ânsia:&lt;br /&gt;Por que mais de 30 ações&lt;br /&gt;Contra o ódio e a ganância&lt;br /&gt;Do prefeitão seu irmão&lt;br /&gt;Morrem por inanição&lt;br /&gt;Antes da primeira instância?&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;Aí outro perguntou&lt;br /&gt;Ao ministro-presidente&lt;br /&gt;Porque Daniel Dantas disse:&lt;br /&gt;“Lá por cima é com a gente…”&lt;br /&gt;E logo viu-se o “orelhão”&lt;br /&gt;Co’os habeas corpus na mão,&lt;br /&gt;Desavergonhadamente!&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;E por que foi que o segundo&lt;br /&gt;Habeas corpus do banqueiro&lt;br /&gt;Saiu depois que a TV&lt;br /&gt;Mostrou pra o Brasil inteiro&lt;br /&gt;Um dos jagunços do chefe&lt;br /&gt;Tentando comprar um PF&lt;br /&gt;Com um saco de dinheiro?&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;E por que se empenhou tanto,&lt;br /&gt;Com instinto de Caim&lt;br /&gt;Pra tirar Paulo Lacerda&lt;br /&gt;Do comando da ABIN?&lt;br /&gt;E por que nunca provou&lt;br /&gt;Que a ABIN lhe grampeou&lt;br /&gt;Quem está mentindo, enfim?&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;Perguntaram-lhe também:&lt;br /&gt;Responda rapidamente&lt;br /&gt;Onde uma Suprema Corte&lt;br /&gt;Concede ao mesmo “cliente”&lt;br /&gt;Dois hábeas corpus fuleiros&lt;br /&gt;Fabricados bem ligeiros&lt;br /&gt;Igual a cachorro-quente&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;Perguntaram-lhe também&lt;br /&gt;Em qual país, finalmente,&lt;br /&gt;Onde um poder se intromete&lt;br /&gt;No outro cinicamente&lt;br /&gt;Procurando ameaçar&lt;br /&gt;Dizendo que vai chamar&lt;br /&gt;“Às falas”, o presidente!&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;E como um advogado&lt;br /&gt;Geral da própria União&lt;br /&gt;Por incompetência perde&lt;br /&gt;No tribunal, uma questão,&lt;br /&gt;Esperneia a repetir&lt;br /&gt;Que ninguém cumprir&lt;br /&gt;Da Justiça, a decisão!&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;Quem diabo é Mário Chaer,&lt;br /&gt;De consultor um Dublê?&lt;br /&gt;Que é que sua empresa tem&lt;br /&gt;A ver com a BrT?E porque a AGU&lt;br /&gt;Repassou tanto tutu&lt;br /&gt;Para o seu IDP?&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;Perguntaram se mantinha&lt;br /&gt;O seu dizer tão grosseiro&lt;br /&gt;Chamando de manicômio&lt;br /&gt;O Jurídico brasileiro&lt;br /&gt;E porque seu voto às tontas&lt;br /&gt;Contra investigar-se contas&lt;br /&gt;De Maluf, no estrangeiro?&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;Mas além de responder&lt;br /&gt;Às perguntas dos jurados&lt;br /&gt;O juiz fora-da-lei&lt;br /&gt;Jurou deixá-los calados&lt;br /&gt;Censurando a todo gás&lt;br /&gt;Noticiários, jornais,&lt;br /&gt;Fossem escritos ou falados…&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;Então viram que Gilmau,&lt;br /&gt;É a própria encarnação&lt;br /&gt;Das entranhas do poder&lt;br /&gt;Dos Ravengars em ação&lt;br /&gt;Que em cinco séculos de história&lt;br /&gt;Rasgaram o livro da glória&lt;br /&gt;Da memória da nação.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;Que ele é fruto da corja&lt;br /&gt;Dos primeiros degredados,&lt;br /&gt;Dos invasores das naus,&lt;br /&gt;Os de batina e os fardados&lt;br /&gt;Que com a cruz e a espada&lt;br /&gt;Deixaram a pátria estuprada&lt;br /&gt;E os índios assassinados.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt;Tem gens dos capitães-mores&lt;br /&gt;Das tristes capitanias,&lt;br /&gt;Da extorsão extrativista,&lt;br /&gt;Do esbulho das sesmarias,&lt;br /&gt;Do látego no preto rosto,&lt;br /&gt;Da sonegação de imposto,&lt;br /&gt;Das ditaduras sombrias.&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;Que ele é a cara trágica&lt;br /&gt;Da “derrama” e do Sivam,&lt;br /&gt;Do Finor e do Proer,&lt;br /&gt;Da Sudene e da Sudam,&lt;br /&gt;Daslu, Gautama e Navalha,&lt;br /&gt;De toda aquela canalha&lt;br /&gt;Do Marka e Fontecidam.&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;Foi aí que o Tribunal&lt;br /&gt;Viu o perigo do moço…&lt;br /&gt;Viu que o prato era indigesto,&lt;br /&gt;Pura carne de pescoço&lt;br /&gt;E decidiu com durezas&lt;br /&gt;Mandá-lo pras profundezas&lt;br /&gt;Do inferno em carne e osso!&lt;br /&gt;29&lt;br /&gt;Foi feita a excomunhão&lt;br /&gt;Para acabar o chamego,&lt;br /&gt;Pegaram vela, água benta,&lt;br /&gt;Dente agudo de morcego,&lt;br /&gt;Cachaça, veneno e lama&lt;br /&gt;E foram fazer no Gama,&lt;br /&gt;A “Sessão de Descarrego”.&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;Quando a sessão terminou&lt;br /&gt;Estavam todos suados…&lt;br /&gt;Logo o maldito chegou&lt;br /&gt;Aos pés dos cães graduados…&lt;br /&gt;Mas o Conselho InfernalAchou&lt;br /&gt;“Gilmau” muito mal&lt;br /&gt;Quando julgou seus pecados&lt;br /&gt;31&lt;br /&gt;Lúcifer tomou a frente&lt;br /&gt;E com gesto varonil&lt;br /&gt;Disse: o Brasil tá feliz;&lt;br /&gt;Devolva-se este imbecil…&lt;br /&gt;Reencarne alma perdida,&lt;br /&gt;Vá infernizar a vida&lt;br /&gt;Dos bons cristãos do Brasil!&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;Por isso “Gilmau” voltou;&lt;br /&gt;E por isso hoje sofremos…&lt;br /&gt;Da barca do Satanás,&lt;br /&gt;Ele é quem comanda os remos&lt;br /&gt;Dando as cartas, de verdade,&lt;br /&gt;Pra tudo quanto é maldade&lt;br /&gt;Dos tucanos e dos demos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vade retro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-2239672061507897602?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/2239672061507897602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=2239672061507897602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2239672061507897602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2239672061507897602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/05/gilmau-mentes-no-inferno.html' title='GILMAU MENTES NO INFERNO'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-5854413008483129727</id><published>2009-03-31T02:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T02:34:37.989-07:00</updated><title type='text'>HOBSBAWM - "O MERCADO ABSOLUTO É INVIÁVEL"</title><content type='html'>30 DE MARÇO DE 2009 - 12h36&lt;br /&gt;Hobsbawm: ''Além de injusto, o mercado absoluto é inviável''&lt;br /&gt;Em entrevista para Martin Granovsky,* no jornal argentino Página 12, o historiador britânico Eric Hobsbawm fala da crise atual e de suas possíveis implicações políticas. Para ele, o mundo está entrando em um período de depressão e os grandes riscos, diante da fragilidade da esquerda mundial, são o crescimento da xenofobia e da extrema-direita. Hobsbawm destaca o que está acontecendo na América Latina e elogia o presidente brasileiro. ''É o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil''.&lt;br /&gt;Hobsbawm na entrevista ao 'Página 12'&lt;br /&gt;Em junho ele completa 92 anos. Lúcido e ativo, o historiador que escreveu Rebeldes Primitivos, A Era da Revolução e a História do Século 20, entre outros livros, aceitou falar de sua própria vida, da crise de 30, do fascismo e do antifascismo e da crise atual. Segundo ele, uma crise da economia do fundamentalismo de mercado é o que a queda do Muro de Berlim foi para a lógica soviética do socialismo.&lt;br /&gt;Hobsbawm aparece na porta da embaixada da Alemanha, em Londres. São pouco mais de três da tarde na bela Belgrave Square e se enxergam as bandeiras das embaixadas por trás das copas das árvores. De óculos, chapéu na cabeça e um casaco muito pesado, cumprimenta. Tem mãos grandes e ossudas, mas não parecem as mãos de um velho. Nenhuma deformação de artrite as atacou.&lt;br /&gt;Rapidamente uma pequena prova demonstra que as pernas de Hobsbawm também estão em boa forma. Com agilidade desce três degraus que levam do corrimão a calçada. Parece enxergar bem. Tem uma bengala na mão direita. Não se apóia nela, mas talvez a use como segurança, em caso de tropeçar, ou como um sensor de alerta rápido que detecta degraus, poças e, de imediato, o meio-fio da calçada. Hobsbawm é alto e magro. Uns oitenta e bicos. Não pede ajuda. O motorista do Foreign Office lhe abre a porta esquerda do jaguar preto. Entra no carro com facilidade. O carro é grande, por sorte, e cabe, mas a viagem é curta.&lt;br /&gt;- Acabo de me encontrar com um historiador alemão, por isso estou na embaixada, e devo voltar – avisa. Ele chegou de visita a Londres e quis conversar com alguns de nós. Sei que vamos a Canning House. Está bem. Poucas voltas, não?&lt;br /&gt;O carro dá meia volta na Belgrave Square e pára na frente de outro palacete branco de três andares, com uma varanda rodeada de colunas e a porta de madeira pesada. Por algum motivo mágico o motorista de cabelos brancos com uma mecha sobre o rosto, traje azul e sorridente como um ajudante do inspetor Morse de Oxford, já abre a porta a Hobsbawm. Entre essas construções tão parecidas, a elegância do Jaguar o assemelha a uma carruagem recém polida. O motorista sorri quando Hobsbawm desce. O professor lhe devolve a simpatia enquanto sobe com facilidade num hall obscuro. Já entrou em Canning House e à direita vê uma enorme imagem de José de San Martin. À esquerda do corredor, uma grande sala. O chá está servido. Quer dizer, o chá, os pães e uma torta. Outro quadro do mesmo tamanho que o de San Martin. É Simon Bolívar. E também é Bolívar o cavalheiro do busto sobre o aparador.Quanto chá tomaram Bolívar e San Martin antes de saírem de Londres para a América do Sul, em princípios do século 19, para cumprir seus planos de independência?&lt;br /&gt;Hobsbawm pega a primeira taça e quer ser quem faz a primeira pergunta.&lt;br /&gt;- Como está a Argentina? - interroga mas não muito, porque não espera e comenta – No ano passado Cristina esteve para vir a Londres para uma reunião de presidentes progressistas e pediu para me ver. Eu disse sim, mas ela não veio. Não foi sua culpa. Estava no meio do confronto com a Sociedade Rural.&lt;br /&gt;Hobsbawm fala um inglês sem afetação nem os trejeitos de alguns acadêmicos do Reino Unido. Mas acaba de pronunciar “Sociedade Rural” em castellhano.&lt;br /&gt;- O que aconteceu com esse conflito?&lt;br /&gt;Durante a explicação, o professor inclina a cabeça, mais curioso que antes, enquanto com a mão direita seu garfo tenta cortar a torta de maçã. É uma tarefa difícil. Então se desconcentra da torta e fixa o olhar esperando, agora sim, alguma pergunta.&lt;br /&gt;- O mundo está complicado – afirma ainda mantendo a iniciativa. Não quero cair em slogans, mas é indubitável que o Consenso de Washington morreu. A desregulação selvagem já não é somente má: é impossível. Há que se reorganizar o sistema financeiro internacional. Minha esperança é que os líderes do mundo se dêem conta de que não se pode renegociar a situação para voltar atrás, senão que há que se redesenhar tudo em direção ao futuro.&lt;br /&gt;A Argentina experimentou várias crises, a última forte em 2001. Em 2005 o presidente Néstor Kirchner, de acordo com o governo brasileiro, que também o fez, pagou ao FMI e desvinculou a Argentina do organismo para que o país não continuasse submetido a suas condicionalidades.&lt;br /&gt;- É que a esta altura se necessita de um FMI absolutamente distinto, com outros princípios que não dependam apenas dos países mais desenvolvidos e em que uma ou duas pessoas tomam as decisões. É muito importante o que o Brasil e a Argentina estão propondo, para mudar o sistema atual. Como estão as relações de vocês?&lt;br /&gt;- Muito bem&lt;br /&gt;- Isso é muito importante. Mantenham-nas assim. As boas relações entre governos como os de vocês são muito importantes em meio a uma crise que também implica riscos políticos. Para os padrões estadunidenses, o país está girando à esquerda e não à extrema direita. Isso também é bom. A Grande Depressão levou politicamente o mundo para a extrema direita em quase todo o planeta, com exceção dos países escandinavos e dos Estados Unidos de Roosevelt. Inclusive o Reino Unido chegou a ter membros do Parlamento que eram de extrema direita [e começa a entrevista propriamente].&lt;br /&gt;- E que alternativa aparece?&lt;br /&gt;- Não sei. Sabe qual é o drama? O giro à direita teve onde se apoiar: nos conservadores. O giro à esquerda também teve em quem descansar: nos trabalhistas.&lt;br /&gt;- Os trabalhistas governam o Reino Unido.&lt;br /&gt;- Sim, mas eu gostaria de considerar um quadro mais geral. Já não existe esquerda tal como era.&lt;br /&gt;- Isso lhe é estranho?&lt;br /&gt;- Faço apenas o registro.&lt;br /&gt;- A quê se refere quando diz “a esquerda tal como era”?&lt;br /&gt;- Às distintas variantes da esquerda clássica. Aos comunistas, naturalmente. E aos socialdemocratas. Mas, sabe o que acontece? Todas as variantes da esquerda precisam do Estado. E durante décadas de giro à direita conservadora, o controle do Estado se tornou impossível.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Muito simples. Como você controla o estado em condições de globalização? Convém recordar que, em princípios dos anos 80 não só triunfaram Ronald Reagan e Margareth Thatcher. Na França, François Miterrand não obteve uma vitória.- Havia vencido para a presidência dem 1974 e repetiu a vitória em 1981.- Sim. Mas quando tentou uma unidade das esquerdas para nacionalizar um setor maior da economia, não teve poder suficiente para fazê-lo. Fracassou completamente. A esquerda e os partidos socialdemocratas se retiraram de cena, derrotados, convencidos de que nada se podia fazer. E, então, não só na França como em todo mundo ficou claro que o único modelo que se podia impor com poder real era o capitalismo absolutamente livre.&lt;br /&gt;- Livre, sim. Por que diz “absolutamente”?&lt;br /&gt;- Porque com liberdade absoluta para o mercado, quem atende aos pobres? Essa política, ou a política da não-política, é a que se desenvolveu com Margareth Thatcher e Ronald Reagan. E funcionou – dentro de sua lógica, claro, que não compartilho – até a crise que começou em 2008. Frente à situação anterior a esquerda não tinha alternativa. E frente a esta? Prestemos atenção, por exemplo, à esquerda mais clássica da Europa. É muito débil na Europa. Ou está fragmentada. Ou desapareceu. A Refundação Comunista na Itália é débil e os outros ramos do ex Partido Comunista Italiano estão muito mal. A Esquerda Unida na Espanha também está descendo ladeira abaixo. Algo permaneceu na Alemanha. Algo na França, como Partido Comunista. Nem essas forças, nem menos ainda a extrema esquerda, como os trotskistas, e nem sequer uma socialdemocracia como a que descrevi antes alcançam uma resposta a esta crise a seus perigos, contudo. A mesma debilidade da esquerda aumenta os riscos.&lt;br /&gt;- Que riscos?&lt;br /&gt;- Em períodos de grande descontentamento como o que começamos a viver, o grande perigo é a xenofobia, que alimentará e será por sua vez alimentada pela extrema direita. E quem essa extrema direita buscará? Buscará atrair os “estúpidos” cidadãos que se preocupam com seu trabalho e têm medo de perdê-lo. E digo estúpidos ironicamente, quero deixar claro. Porque aí reside outro fracasso evidente do fundamentalismo de mercado. Deu liberdade para todos, e a verdadeira liberdade de trabalho? A de mudá-lo e melhorar em todos os aspectos? Essa liberdade não foi respeitada porque, para o fundamentalismo de mercado isso tinha se tornado intolerável. Também teriam sido politicamente intoleráveis a liberdade absoluta e a desregulação absoluta em matéria laboral, ao menos na Europa. Eu temo uma era de depressão.&lt;br /&gt;- Você ainda tem dúvidas de que entraremos em depressão?&lt;br /&gt;- Se você quiser posso falar tecnicamente, como os economistas, e quantificar trimestres. Mas isso não é necessário. Que outra palavra pode se usar para denominar um tempo em que muito velozmente milhões de pessoas perdem seu emprego? De qualquer maneira, até o momento no vejo um cenário de uma extrema direita ganhando maioria em eleições, como ocorreu em 1933, quando a Alemanha elegeu Adolf Hitler. É paradoxal, mas com um mundo muito globalizado um fator impedirá a imigração, que por sua vez aparece como a desculpa para a xenofobia e para o giro à extrema direita. E esse fator é que as pessoas emigrarão menos – falo em termos de emigração em massa – ao verem que nos países desenvolvidos a crise é tão grave. Voltando à xenofobia, o problema é que, ainda que a extrema direita não ganhe, poderia ser muito importante na fixação da agenda pública de temas e terminaria por imprimir uma face muito feia na política.&lt;br /&gt;- Deixemos de lado a economia, por um momento. Pensando em política, o que diminuiria o risco da xenofobia?&lt;br /&gt;- Me parece bem, vamos à prática. O perigo diminuiria com governos que gozem de confiança política suficiente por parte do povo em virtude de sua capacidade de restaurar o bem-estar econômico. As pessoas devem ver os políticos como gente capaz de garantir a democracia, os direitos individuais e ao mesmo tempo coordenar planos eficazes para se sair da crise. Agora que falamos deste tema, sabe que vejo os países da América Latina surpreendentemente imunes à xenofobia?&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Eu lhe pergunto se é assim. É assim?&lt;br /&gt;- É possível. Não diria que são imunes, se pensamos, por exemplo, no tratamento racista de um setor da Bolívia frente a Evo Morales, mas ao menos nos últimos 25 anos de democracia, para tomar a idade da democracia argentina, a xenofobia e o racismo nunca foram massivos nem nutriram partidos de extrema direita, que são muito pequenos. Nem sequer com a crise de 2001, que culminou o processo de destruição de milhões de empregos, apesar de que a imigração boliviana já era muito importante em número. Agora, não falamos dos cantos das torcidas de futebol, não é?&lt;br /&gt;- Não, eu penso em termos massivos.&lt;br /&gt;- Então as coisas parecem ser como você pensa, professor. E, como em outros lugares do mundo, o pensamento da extrema direita aparece, por exemplo, com a crispação sobre a segurança e a insegurança das ruas.&lt;br /&gt;- Sim, a América Latina é interessante. Tenho essa intuição. Pense num país maior, o Brasil. Lula manteve algumas idéias de estabilidade econômica de Fernando Henrique Cardoso, mas ampliou enormemente os serviços sociais e a distribuição. Alguns dizem que não é suficiente...&lt;br /&gt;- E você, o que diz?&lt;br /&gt;- Que não é suficiente. Mas que Lula fez, fez. E é muito significativo. Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. E ninguém o havia feito nunca na história desse país. Por isso hoje tem 70% de popularidade, apesar dos problemas prévios às últimas eleições. Porque no Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por eles, desenvolvendo ao mesmo tempo a indústria e a exportação de produtos manufaturados. A desigualdade ainda assim segue sendo horrorosa. Mas ainda faltam muitos anos para mudar as cosias. Muitos.&lt;br /&gt;- E você pensa que serão de anos de depressão mundial&lt;br /&gt;- Sim. Lamento dizê-lo, mas apostaria que haverá depressão e que durará alguns anos. Estamos entrando em depressão. Sabem como se pode dar conta disso? Falando com gente de negócios. Bom, eles estão mais deprimidos que os economistas e os políticos. E, por sua vez, esta depressão é uma grande mudança para a economia capitalista global.&lt;br /&gt;- Por que está tão seguro desse diagnóstico?&lt;br /&gt;- Porque não há volta atrás para o mercado absoluto que regeu os últimos 40 anos, desde a década de 70. Já não é mais uma questão de ciclos. O sistema deve ser reestruturado.&lt;br /&gt;- Posso lhe perguntar de novo por que está tão seguro?&lt;br /&gt;- Porque esse modelo não é apenas injusto: agora é impossível. As noções básicas segundo as quais as políticas públicas deviam ser abandonadas, agora estão sendo deixadas de lado. Pense no que fazem e às vezes dizem, dirigentes importantes de países desenvolvidos. Estão querendo reestruturar as economias para sair da crise. Não estou elogiando. Estou descrevendo um fenômeno. E esse fenômeno tem um elemento central: ninguém mais se anima a pensar que o Estado pode não ser necessário ao desenvolvimento econômico. Ninguém mais diz que bastará deixar que o mercado flua, com sua liberdade total. Não vê que o sistema financeiro internacional já nem funciona mais? Num sentido, essa crise é pior do que a de 1929-1933, porque é absolutamente global. Nem os bancos funcionam.&lt;br /&gt;- Onde você vivia nesse momento, no começo dos anos 30?&lt;br /&gt;- Nada menos que em Viena e Berlim. Era um menino. Que momento horroroso. Falemos de coisas melhores, como Franklin Delano Roosevelt.&lt;br /&gt;- Numa entrevista para a BBC no começo da crise você o resgatou.&lt;br /&gt;- Sim, e resgato os motivos políticos de Roosevelt. Na política ele aplicou o princípio do “Nunca mais”. Com tantos pobres, com tantos famintos nos Estados Unidos, nunca mais o mercado como fator exclusivo de obtenção de recursos. Por isso decidiu realizar sua política do pleno emprego. E desse modo não somente atenuou os efeitos sociais da crise como seus eventuais efeitos políticos de fascistização com base no medo massivo. O sistema de pleno emprego não modificou a raiz da sociedade, mas funcionou durante décadas. Funcionou razoavelmente bem nos Estados Unidos, funcionou na França, produziu a inclusão social de muita gente, baseou-se no bem-estar combinado com uma economia mista que teve resultados muito razoáveis no mundo do pós-Segunda Guerra. Alguns estados foram mais sistemáticos, como a França, que implantou o capitalismo dirigido, mas em geral as economias eram mistas e o Estado estava presente de um modo ou de outro. Poderemos fazê-lo de novo? Não sei. O que sei é que a solução não estará só na tecnologia e no desenvolvimento econômico. Roosevelt levou em conta o custo humano da situação de crise.&lt;br /&gt;- Quer dizer que para você as sociedades não se suicidam.&lt;br /&gt;(Pensa) – Não deliberadamente. Sim, podem ir cometendo erros que as levam a catástrofes terríveis. Ou ao desastre. Com que razoabilidade, durante esses anos, se podia acreditar que o crescimento com tamanho nível de uma bolha seria ilimitado? Cedo ou tarde isso terminaria e algo deveria ser feito.&lt;br /&gt;- De maneira que não haverá catástrofe.&lt;br /&gt;- Não me interessam as previsões. Observe, se acontece, acontece. Mas se há algo que se possa fazer, façamos-no. Não se pode perdoar alguém por não ter feito nada. Pelo menos uma tentativa. O desastre sobrevirá se permanecermos quietos. A sociedade não pode basear-se numa concepção automática dos processos políticos. Minha geração não ficou quieta nos anos 30 nem nos 40. Na Inglaterra eu cresci, participei ativamente da política, fui acadêmico estudando em Cambridge. E todos éramos muito politizados. A Guerra Civil espanhola nos tocou muito. Por isso fomos firmemente antifascistas.&lt;br /&gt;- Tocou a esquerda de todo o mundo. Também na América Latina.&lt;br /&gt;- Claro, foi um tema muito forte para todos. E nós, em Cambridge, víamos que os governos não faziam nada para defender a República. Por isso reagimos contra as velhas gerações e os governos que as representavam. Anos depois entendi a lógica de por quê o governo do Reino Unido, onde nós estávamos, não fez nada contra Francisco Franco. Já tinha a lucidez de se saber um império em decadência e tinha consciência de sua debilidade. A Espanha funcionou como uma distração. E os governos não deviam tê-la tomado assim. Equivocaram-se. O levante contra a República foi um dos feitos mais importantes do século 20. Logo depois, na Segunda Guerra...&lt;br /&gt;- Pouco depois, não? Porque o fim da Guerra Civil Espanhola e a invasão alemã da Tchecoslováquia ocorreu no mesmo ano.&lt;br /&gt;- É verdade. Dizia-lhe que logo depois o liberalismo e o comunismo tiveram uma causa comum. Se deram conta de que, assim não fosse, eram débeis frente ao nazismo. E no caso da América Latina o modelo de Franco influenciou mais que o de Benito Mussolini, com suas idéias conspiratórias da sinarquia, por exemplo. Não tome isso como uma desculpa para Mussolini, por favor. O fascismo europeu em geral é uma ideologia inaceitável, oposta a valores universais.&lt;br /&gt;- Você fala da América Latina...&lt;br /&gt;- Mas não me pergunte da Argentina. Não sei o suficiente de seu país. Todos me perguntam do peronismo. Para mim está claro que não pode ser tomado como um movimento de extrema direita. Foi um movimento popular que organizou os trabalhadores e isso talvez explique sua permanência no tempo. Nem os socialistas nem os comunistas puderam estabelecer uma base forte no movimento sindical. Sei das crises que a Argentina sofreu e sei algo de sua história, do peso da classe média, de sua sociedade avançada culturalmente dentro da América Latina, fenômeno que creio ainda se mantém. Sei da idade de ouro dos anos 20 e sei dos exemplos obscenos de desigualdade comuns a toda a América Latina.&lt;br /&gt;- Você sempre se definiu com um homem de esquerda. Também segue tendo confiança nela?&lt;br /&gt;- Sigo na esquerda, sem dúvida com mais interesse em Marx do que em Lênin. Porque sejamos sinceros, o socialismo soviético fracassou. Foi uma forma extrema de aplicar a lógica do socialismo, assimo como o fundamentalismo de mercado foi uma forma extrema de aplicação da lógica do liberalismo econômico. E também fracassou. A crise global que começou no ano passado é, para a economia de mercado, equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim em 1989. Por isso Marx segue me interessando. Como o capitalismo segue existindo, a análise marxista ainda é uma boa ferramenta para analisá-lo. Ao mesmo tempo, está claro que não só não é possível como não é desejável uma economia socialista sem mercado nem uma economia em geral sem Estado.&lt;br /&gt;- Por que não?&lt;br /&gt;- Se se mira a história e o presente, não há dúvida alguma de que os problemas principais, sobretudo no meio de uma crise profunda, devem e podem ser solucionados pela ação política. O mercado não tem condições de fazê-lo.&lt;br /&gt;* Martin Granovsky é analista internacional e presidente da agência de notícias Télam&lt;br /&gt;Tomado da Carta Maior: &lt;a href="http://www.pagina12.com.ar/" target="_blank"&gt;http://www.pagina12.com.ar&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-5854413008483129727?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/5854413008483129727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=5854413008483129727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/5854413008483129727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/5854413008483129727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/03/hobsbawm-o-mercado-absoluto-e-inviavel.html' title='HOBSBAWM - &quot;O MERCADO ABSOLUTO É INVIÁVEL&quot;'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-3861444544553664981</id><published>2009-03-26T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T14:39:02.518-07:00</updated><title type='text'>Traição ao socialismo foi causa de extinção da URSS</title><content type='html'>A afirmação foi feita por dois militantes comunistas norte-americanos ao jornal Avante!, do Partido Comunista Português, em entrevista publicada nesta quinta-feira (25), sobre o exaustivo estudo que os dois fizeram em um livro dedicado às causas da derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo.&lt;br /&gt;Leia a seguir a íntegra da entrevista.&lt;br /&gt;Roger Keeran e Thomas Kenny são militantes comunistas norte-americanos. Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo. As reveladoras conclusões a que chegaram estão expostas no seu livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!&lt;br /&gt;Desde quando e porquê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?&lt;br /&gt;Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.&lt;br /&gt;Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o fato de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.&lt;br /&gt;O materialismo histórico estaria afinal errado?…&lt;br /&gt;TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste quebra-cabeças e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, fator que se revelou decisivo nas nossas conclusões.&lt;br /&gt;Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século 21 precisava saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século 20. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século 20 foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.&lt;br /&gt;Existe a idéia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise econômica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?&lt;br /&gt;RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…&lt;br /&gt;Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...&lt;br /&gt;RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc.&lt;br /&gt;Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, principalmente no plano econômico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.&lt;br /&gt;Os problemas econômicos agravaram-se a partir de que altura?&lt;br /&gt;TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.&lt;br /&gt;No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.&lt;br /&gt;No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, econômica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só com Gorbatchov a direita triunfou"&lt;br /&gt;Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?&lt;br /&gt;TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e idéias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.&lt;br /&gt;De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárin e Stálin, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes. No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.&lt;br /&gt;RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade.&lt;br /&gt;A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.&lt;br /&gt;Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o fato de o trabalho coletivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?&lt;br /&gt;TK - A visão de que a União Soviética sofria de um déficit democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.&lt;br /&gt;Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam diretamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as seções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens.&lt;br /&gt;É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efetiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.&lt;br /&gt;As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorreto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.&lt;br /&gt;RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa.&lt;br /&gt;Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura.&lt;br /&gt;Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.&lt;br /&gt;TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques.&lt;br /&gt;A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a idéia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.&lt;br /&gt;Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?&lt;br /&gt;TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um déficit democrático. Porque é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.&lt;br /&gt;Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições por meio das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade.&lt;br /&gt;A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a idéia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento econômico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?&lt;br /&gt;RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registrados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.&lt;br /&gt;Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas.&lt;br /&gt;Porque é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70. A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…&lt;br /&gt;Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?&lt;br /&gt;RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento econômico na URSS.&lt;br /&gt;Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?&lt;br /&gt;TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas econômicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas.&lt;br /&gt;As reformas de Kossiguin [primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980] traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.&lt;br /&gt;Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo.&lt;br /&gt;Os principais setores da inteliguentsia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.&lt;br /&gt;Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?&lt;br /&gt;TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo.&lt;br /&gt;Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante ator, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.&lt;br /&gt;Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à segunda economia que defendiam o setor privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido.&lt;br /&gt;A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.&lt;br /&gt;O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.&lt;br /&gt;Como puderam esses setores emergir com tal força na sociedade socialista?&lt;br /&gt;TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Econômica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites.&lt;br /&gt;Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.&lt;br /&gt;No entanto, dirigentes do partido como Bukhárin defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stálin, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lênin como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.&lt;br /&gt;Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos setores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.&lt;br /&gt;O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stálin. Khruchov foi a primeira peça deste quebra-cabeças. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.&lt;br /&gt;"O socialismo é uma construção consciente"&lt;br /&gt;Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?&lt;br /&gt;TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?…&lt;br /&gt;Infelizmente já conhecemos a resposta…&lt;br /&gt;RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo.&lt;br /&gt;Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas.&lt;br /&gt;Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao setor privado ilegal que se desenvolvia nas bordas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TK – Bem, trata-se de um setor ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…&lt;br /&gt;RK – Mas é verdade que se trata de um fenômeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo.&lt;br /&gt;Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por atividades econômicas ilícitas.&lt;br /&gt;Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.&lt;br /&gt;No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao 20.º congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto à personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comumente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?&lt;br /&gt;RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stálin. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar idéias feitas e diariamente repetidas sobre Stálin.&lt;br /&gt;A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stálin e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.&lt;br /&gt;Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direção de Stálin…&lt;br /&gt;TK – É um fato, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stálin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stálin e por não termos reconhecido que Stálin era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.&lt;br /&gt;Mas se a tese do vosso livro está correta, então as políticas de Stálin terão sido as mais corretas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.&lt;br /&gt;RK – O ódio a Stálin é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stálin foi a causa do colapso da URSS.&lt;br /&gt;Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do fator subjetivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Porquê?&lt;br /&gt;TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correções na trajetória.&lt;br /&gt;Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.&lt;br /&gt;Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Alekssandr Iákovlev — responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura.&lt;br /&gt;Sobe ao politburo em junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os diretores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros). Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.&lt;br /&gt;*Iegor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.avante.pt/" target="_blank"&gt;Jornal Avante!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-3861444544553664981?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/3861444544553664981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=3861444544553664981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/3861444544553664981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/3861444544553664981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/03/traicao-ao-socialismo-foi-causa-de.html' title='Traição ao socialismo foi causa de extinção da URSS'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-3170263021130550274</id><published>2009-03-26T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T10:26:34.913-07:00</updated><title type='text'>FHC está com saudades da ''ditabranda''</title><content type='html'>Torcendo para que a crise mundial abale a popularidade do presidente Lula, o agourento FHC resolveu soltar a sua língua ferina. Em apenas dois dias, o ''príncipe da Sorbonne'' falou duas besteiras retumbantes. Talvez influenciado pela Folha de S.Paulo, que recentemente cunhou o odioso termo ''ditabranda'' para se referir ao sombrio período da ditadura no país, afirmou: ''Aí que saudades do governo militar, quando eu podia falar''. Foi uma resposta intempestiva a uma justa alfinetada de Lula, que recentemente afirmou que ''tem ex-presidente que fala demais''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Altamiro Borges&lt;br /&gt;Talvez FHC esteja com saudades da fase em que viveu no exílio, quem sabe ''brando'', durante o regime militar. Nos anos de chumbo da ditadura não se ''podia falar'' à vontade no país, marcado por prisões arbitrárias, torturas, mortes, cassação de parlamentares, intervenção nos sindicatos e censura à imprensa alternativa.&lt;br /&gt;Ou talvez FHC esteja com saudades do seu reinado de oito anos no Palácio do Planalto, quando acionou as tropas do Exército para reprimir a greve da Petrobras e desqualificou as criticas ao seu governo, taxando-as de ''blábláblá''. Bem diferente de Lula, sua gestão foi autoritária e fez de tudo para ''quebrar a espinha dorsal'' dos movimentos sociais. &lt;br /&gt;Corrupção e caradura dos tucanos&lt;br /&gt;A outra pisada na bola de FHC ocorreu durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, no qual ele afirmou que no governo Lula ''a corrupção é endêmica. A diferença [entre a minha administração e atual] é de atitude: não posso dizer que não teve, mas garanto que eu não compactuei com ela. Nunca passei a mão na cabeça de corrupto [ao contrário do presidente Lula]'', registrou, excitada, a Folha. Este jornal, hoje um dos principais palanques da oposição neoliberal-conservadora, deveria, no mínimo, citar as denúncias de corrupção durante o governo de FHC. E olha que não foram poucas. Vale à pena refrescar a memória de FHC e de Otavinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sivam. Logo no início do primeiro mandato de FHC, denúncias de corrupção e de tráfico de influencias no contrato de US$ 1,4 bilhão na criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram o um ministro e dois assessores do presidente. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pasta Rosa. Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o ''socorro'' aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo da pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Banco Econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precatórios. Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua do pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Compra de votos. Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar no projeto. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido da CPI foi bombardeado pelos governistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desvalorização do real. Num nítido estelionato eleitoral, FHC promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação da CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Privataria. Durante a privatização da Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio da Previ, o Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, o governo sabotou a instalação da CPI. O outro envolvido neste escândalo foi Daniel Dantas, o especulador ''muito competente'', segundo outra besteira dita recentemente por FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eduardo Jorge. O secretário-geral de FHC foi alvo de inúmeras denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão nas privatizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CPI da Corrupção. Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, na privatização da Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge.&lt;br /&gt;A pisada na bola de Lula&lt;br /&gt;Toda essa imundice no ninho tucano ficou impune, com a cumplicidade da maior parte da mídia. FHC também contou com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de ''engavetador-geral''. Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Eles envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e, em quatro, o próprio FHC. Nada foi apurado e FHC afirma hoje, na maior caradura, que ''nunca passei a mão na cabeça de corrupto''. Haja paciência!&lt;br /&gt;Logo no início do seu primeiro mandato, Lula se jactou de ter rejeitado terminantemente a idéia da abertura das investigações sobre a ''herança maldita'' da corrupção tucana. Diante da língua ferida de FHC, talvez ele já tenha se arrependido de tanta ''bondade''!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-3170263021130550274?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/3170263021130550274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=3170263021130550274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/3170263021130550274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/3170263021130550274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/03/fhc-esta-com-saudades-da-ditabranda.html' title='FHC está com saudades da &apos;&apos;ditabranda&apos;&apos;'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-6388363528161805415</id><published>2009-03-19T06:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T06:48:22.964-07:00</updated><title type='text'>SATIAGRAHA</title><content type='html'>Bob Fernandes, Os intestinos do Brasil, copyright &lt;a class="art_leia" onclick="NovaJanela(this.href);return false;" href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2998733-EI6578,00.html"&gt;Terra Magazine&lt;/a&gt;, 9/07/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Polícia Federal trabalhou duramente para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal não queria, de forma alguma, que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas fosse preso. A Polícia Federal fez tudo para que Daniel Dantas não fosse preso.&lt;br /&gt;A Polícia Federal trabalhou contra a Polícia Federal.Esse é mais um capítulo do mergulho nos intestinos do Brasil. Estão presos o banqueiro do Opportunity, o megaespeculador Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e outros 17 dos 21 que tiveram a prisão decretada. É quarta-feira, 9 de julho.&lt;br /&gt;Nas telas, ondas, bits e páginas, a futebolização de sempre: aplausos entusiasmados, críticas ferozes à ação da polícia. O que ainda não chegou à tona é a verdadeira história dessa gigantesca ação policial, da encarniçada batalha que se travou nos setores de Inteligência e da Polícia.&lt;br /&gt;O que se narra aqui são cenas, é o contorno dessa batalha, mas antes é preciso lembrar que este é apenas mais um capítulo.&lt;br /&gt;Crucial, decisivo para que se entenda o todo, o que se movia, se move - e se moverá -, mas apenas mais um capítulo no enredo da maior disputa da história do capitalismo brasileiro, disputa essa que carrega em si o esteio, a sustentação do poder. Do Grande Poder. O delegado Protógenes Queiroz comandou as investigações no último ano. Antes dele, ao tentar seguir a pista da organização comandada por Dantas, outros delegados fraquejaram. Ou desistiram, ou...&lt;br /&gt;Protógenes foi conduzido ao comando da investigação sigilosa pelo então diretor geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, hoje chefe da Agência Brasileira de Inteligência, Abin. Paulo Lacerda queria e autorizou a operação até deixar a direção da PF.&lt;br /&gt;Um dia, convidado pelo presidente Lula, Lacerda foi para a Abin. Em seu lugar assumiu Luiz Fernando Corrêa, que chefiava a Força Nacional de Segurança Pública. Luiz assumiu com fama de amigo de José Dirceu.&lt;br /&gt;Se era ou se não era, se suas relações vinham apenas da proximidade no trabalho de segurança da PF ao candidato Lula em eleição anterior, é uma outra questão, mas o fato é que Luiz Fernando chegou ao cargo com essa fama: amigo de José Dirceu.&lt;br /&gt;Logo ao assumir, o diretor da PF quis mais informações sobre que investigação seria aquela relativa aos negócios e métodos de Daniel Dantas. Normal. Parte das suas atribuições de comando.&lt;br /&gt;O delegado Protógenes, por seu lado, ofereceu explicações genéricas, mas guardou o que era secreto, segredo de justiça.&lt;br /&gt;Normal. Manhas de um tira brilhante, esperto, do policial que prendeu Paulo Maluf, o contrabandista Law Kin Chong, que pôs na marca do pênalti o Corinthians da MSI, Kia Joorabichian e Dualib, que investiga para a FIFA as lavanderias do futebol mundo afora. Normal, em meio aos rumores sobre vazamentos na investigação e, pior, propinas. Subornos em favor de Dantas.&lt;br /&gt;Na diretoria de Inteligência, um aliado do diretor geral na busca de informações amplas sobre o núcleo das investigações: o delegado Daniel Lorenz.&lt;br /&gt;Protógenes Queiróz é duro na queda. Primeiros embates, e a operação Satiagraha perde estrutura. O comando esvazia parte da logística; retira agentes e peritos, encolhe a sala, asfixia as investigações....o corriqueiro nos jogos de guerra.&lt;br /&gt;O jogo é maior, muito maior. As pedras se movem. Ao diretor da Polícia Federal chega o recado. Suave, mas direto: as investigações devem prosseguir.&lt;br /&gt;Fim do ano. Mídia afora, o festival de plantações, versões. A batalha, que é política, comercial, policial, segue seu leito também nas telas, ondas, bits e páginas. Véspera do Natal. Estranhíssima entrevista do diretor geral.&lt;br /&gt;Luiz Fernando Corrêa escolhe o encarte semanal "Brasília" do jornal mineiro Hoje em Dia para mandar um recado em forma de entrevista. Manchete:&lt;br /&gt;-Cada geração tem um papel a cumprir. Cumpriu, sai fora!&lt;br /&gt;Até o vidro fumê do edifício sede da PF em Brasília captou a mensagem e os destinatários: Paulo Lacerda e antigos delegados que comandaram a Polícia durante 4 anos e 8 meses do governo Lula.&lt;br /&gt;Para não haver dúvidas, a capa do tablóide berrou:&lt;br /&gt;-PF dividida.&lt;br /&gt;Véspera do Natal, peru, nozes, vinhos, poucos civis devem ter lido. Mas a polícia inteira leu. Comentou, discutiu. E mesmo o mais desatento agente sacou que a barca do delegado Protógenes Queiroz, fosse qual fosse, não era uma boa aos olhos da direção.&lt;br /&gt;Parênteses. Daniel Dantas e os seus comemoravam, vibravam a cada boa notícia. Sim, o que não faltou nesse enredo foi notícia. Capas e capas.&lt;br /&gt;O carnaval se foi. E um fato: a repórter quer falar com o delegado Queiroz. Quer informações sobre uma investigação que envolveria Daniel Dantas e o Opportunity. Apreensão, no início de abril - e isso são fatos. Objetivos. Conhecidos desde então: a repórter vai publicar o que tem se não for recebida.&lt;br /&gt;A situação se agrava. Por ordem do comando, o delegado Protógenes Queiroz perde quase toda a logística. Fato registrado, inclusive, em imagens: a sala sendo esvaziada, a tralha tecnológica removida.&lt;br /&gt;Queiroz começa a fingir que a operação faz água. Cede, aceita conversar com a repórter; Andréa Michael, da Folha de S.Paulo. Mas faz uma exigência aos superiores: quer a presença do diretor geral, Luiz Fernando Corrêa, e de Lorenz, o diretor de Inteligência. Corrêa não vai, manda alguém da comunicação social. Lorenz, presente. Na conversa, o delegado Queiroz contorna, tergiversa, despista, e guarda tudo o que disse e o que não disse.&lt;br /&gt;Sábado, 26 de Abril. Anunciado o acordo das teles, vem aí a BrOi. No caderno "Dinheiro", da Folha, em quase meia página a repórter Andréa Michael relata os contornos de uma operação a caminho, destinada a prender Daniel Dantas.&lt;br /&gt;Domingo, 27 de Abril. A operação está morta. Protógenes Queiroz faz dois movimentos. Primeiro, na véspera, a ligação para Lorenz, que está no Chile. Cobra a conta da conversa com a repórter, quando apenas despistou. A conversa, de parte a parte, não é boa. Segundo movimento: Queiroz, para efeito externo, dá a operação como morta. Para efeito interno, os fatos incendeiam agentes, peritos e delegados envolvidos numa operação cada vez mais secreta.&lt;br /&gt;Segue a semana. Queiroz é comunicado. Não há, não haverá mais logística alguma. Caso encerrado. Caso que o diretor geral e o diretor de Inteligência seguem a desconhecer em seu teor. O delegado está solto no espaço.&lt;br /&gt;Uma outra rede conecta-se, subterrânea, solidária. O outro lado da polícia trabalha, secretamente, pela Satiagraha, a "firmeza na verdade" de Gandhi.&lt;br /&gt;Notas em colunas, sites. Chutes, bravatas, cascatas, desinformação. A operação é adiada. Uma, duas, três vezes.&lt;br /&gt;O delegado Protógenes Queiroz é monitorado, vigiado. Pela Polícia Federal. E sua equipe contra-ataca: vigia, monitora, flagra e registra, os movimentos dos monitoradores da própria PF.&lt;br /&gt;Daniel Dantas e os seus estão tensos. Em dúvida: acabou, ou não acabou? Na dúvida, encaminham ao Supremo Tribunal Federal um pedido de habeas corpus preventivo, para Dantas e a irmã, Verônica.&lt;br /&gt;Daniel Dantas morde a isca. Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom e o amigo Hugo Chicaroni são os intermediários. A oferta é feita ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Alves.&lt;br /&gt;Na churrascaria El Tranvia, bairro de Santa Cecília, São Paulo, o ensaio para o acordo final: US$ 1 milhão.&lt;br /&gt;Como sinal, duas parcelas, uma de 50 e outra de 80, e pagamento em outras duas de US$ 500 mil. Encontros e acordos fechados em 18 e 26 de junho. Para livrar a cara dos Dantas. Há algo no ar. Frases soltas.&lt;br /&gt;Gilmar Mendes é o presidente do STF. No meio da semana, pós-São João, desponta nas telas, um tempão nos telejornais, nas manchetes do dia seguinte. Refere-se a informações vazadas por policiais, uma "coisa de gângsters" e ao "terrorismo lamentável".&lt;br /&gt;A fala ecoa. Cada um entende como quer. Críticas gerais às interceptações telefônicas (mesmo às autorizadas judicialmente).&lt;br /&gt;Julho chegou. Fim de semana. Notas, boatos... Daniel Dantas está em Nova Iorque... Daniel Dantas aguarda o habeas corpus para voltar ao Brasil...&lt;br /&gt;Sete de Julho. O delegado geral, Luiz Fernando Corrêa, que até a véspera nada sabia sobre a verdadeira extensão de Satiagraha, quer agora saber de tudo. De tudo, não saberá. Extrema tensão. Como há um mês, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Agentes da equipe de Queiroz seguiam gente dos Dantas, pelas ruas do Rio. A polícia foi chamada, quase um confronto até o esclarecimento "somos da PF" e o despiste numa operação banal qualquer. Mas a queixa subiu.&lt;br /&gt;Chegou ao diretor geral da PF, a Heráclito Fortes (DEM-PI) no senado e ao advogado geral da União, José Antonio Toffoli, adentrou o Supremo Tribunal.&lt;br /&gt;Seis da manhã, 8 de julho. Avenida Viera Souto, Ipanema, Rio de Janeiro. Daniel Dantas está preso.&lt;br /&gt;Furacão na mídia, por todo o dia. À noite nos telejornais e no dia seguinte, este 9 de julho, a repercussão.&lt;br /&gt;Gilmar Mendes, o presidente do STF, ataca a "espetacularização das prisões, incompatível com o Estado de Direito", critica duramente o pedido de prisão, negado, contra a repórter da Folha de S. Paulo:&lt;br /&gt;-...isso faz inveja ao regime soviético...&lt;br /&gt;Frases soltas no ar.&lt;br /&gt;Miriam Leitão, a comentarista econômica, também está no ar. Na rádio CBN, Miriam conversa com Carlos Alberto Sardenberg.&lt;br /&gt;Meio dia e quarenta. Miriam diz não ter entendido direito porque Daniel Dantas foi preso. Afinal, constata, as acusações são inconsistentes, "coisas do passado", e é preciso que a Polícia Federal explique melhor por que fez essa operação "com tamanho estardalhaço..." Miriam se vai. Sardenberg chama os comerciais, não percebe que o microfone está aberto, e deixa escapar:&lt;br /&gt;-...ela tava estranha, não?&lt;br /&gt;Frases soltas no ar.&lt;br /&gt;Daniel Dantas está preso. Esse, o policial, é mais um capítulo da operação que chegou aos intestinos do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-6388363528161805415?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/6388363528161805415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=6388363528161805415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/6388363528161805415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/6388363528161805415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/03/satiagraha.html' title='SATIAGRAHA'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-512942720493387346</id><published>2009-02-16T14:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-16T14:36:41.382-08:00</updated><title type='text'>O SAMBA DO CRIOULO DOIDO E A CRISE FINANCEIRA</title><content type='html'>Entendendo a crise financeira mundial de uma vez por todas&lt;br /&gt;“Entender a crise não é fácil (vide as tentativas de David Leonhardt, em um excelente artigo para o NYT). Mas permitam-me oferecer um similar nacional, pesquisado pelo nosso intrépido correspondente Osto Craudiley.&lt;br /&gt;É assim: o seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.&lt;br /&gt;Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).&lt;br /&gt;O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.&lt;br /&gt;Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS, PQP ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&amp;amp;F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.&lt;br /&gt;Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia “sifu”. “&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-512942720493387346?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/512942720493387346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=512942720493387346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/512942720493387346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/512942720493387346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2009/02/o-samba-do-crioulo-doido-e-crise.html' title='O SAMBA DO CRIOULO DOIDO E A CRISE FINANCEIRA'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-2325952235880681199</id><published>2008-11-02T02:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T02:32:30.283-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1 DE NOVEMBRO DE 2008 - 14h03&lt;br /&gt;Gilson Caroni: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Marx, o consultor que não foi ouvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O terremoto financeiro deixou muitos jornalistas e editorias de economia sem discurso. Tivessem diversificado a leitura e a perplexidade com a crise seria menor. Bastava uma leitura atenta do livro três, do quinto volume de ''O Capital''.&lt;br /&gt;por Gilson Caroni Filho*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma das características do jornalismo econômico brasileiro, como bem destacou o analista César Fonseca, em artigo para o Observatório da Imprensa (“Símbolo da desinformação ideológica”, edição de 6/6/2005) é a perspectiva mecanicista adotada. Funciona como uma espécie de manual de proteção contra o pensamento crítico. Simplificadora ao máximo, dá livre curso aos sofismas do observador isento. Positivistas e neoclássicos não escondem a familiaridade que sempre tiveram uns com os outros nas páginas dos grandes jornais.&lt;br /&gt;O movimento da realidade capitalista é concebido tendo como eixo um consumidor abstrato. Assim, não há como não resvalar para uma visão reducionista e cindida do que se pretende explicar. Perdido o ponto de vista das forças produtivas e das relações sociais de produção em seu caráter dual, dialético e interativo, o que sobra é uma economia sem processo histórico, uma petição que se evapora em equações matemáticas duvidosas.&lt;br /&gt;Se uma coisa está bastante clara na crise financeira que se abateu sobre o capitalismo é que o terremoto deixou as editorias de economia sem discurso. E disso, elas ainda não se deram conta plenamente. Continuam a ver como derrapagem operacional o que é constitutivo do próprio modo de produção: as origens dessa crise, como de tantas outras, é uma crise de origem. Não há ponto de equilíbrio na lógica financeira. Nunca houve. Nunca haverá.&lt;br /&gt;A jornalista Miriam Leitão, como tantos outros, é uma repetidora contumaz do que lhe sopram consultores de banco e economistas de formação neoclássica. Apesar de tudo, continua pontificando na grande imprensa, mas não consegue esconder o desconforto com a repentina nudez imposta pelo desmoronamento das falsas crenças que, junto, levaram o suposto conhecimento de causa. Resta o consolo de não estar sozinha, mas a desenvoltura de outrora deu lugar a uma postura reativa.&lt;br /&gt;Prova disso é o aumento da indigência discursiva. Em seu programa de 31/10, na Rádio CBN, dedicou-se a especular sobre quais seriam os prováveis ''ganhadores'' da crise. E o saldo inicial apontou para o FMI que estava caindo em desuso e sem importância política; os executivos de grandes bancos que ainda embolsarão gordos dividendos, e agências de risco que, apesar dos erros colossais continuam funcionando e influenciando o mercado.&lt;br /&gt;Mas a jornalista se esqueceu de um detalhe e, como sabemos, é nele que mora o diabo. Quem foram os perdedores? Quem apostou todas as fichas na cartilha neoliberal?&lt;br /&gt;Os conselhos de Hayek e Friedman não davam margem a qualquer dúvida. Bastava reduzir o tamanho do Estado e diminuir os gastos públicos. Deixar tudo por conta da iniciativa privada para que o mercado de capitais funcionasse como motor infalível. Era seguro que viveríamos momentos de abundância de capital barato no mundo. E, se por algum motivo, a disponibilidade de recursos fosse afetada, a economia teria atributos insondáveis que nos recolocariam em situação favorável.&lt;br /&gt;As crises precedentes foram “assimiladas” e as agências internacionais de análise de risco eram confiáveis termômetros a atestar a realidade saudável de uma economia repleta de estatísticas otimistas. Os governos deveriam delegar ao capital todos os investimentos que tivessem condições de oferecer taxas de retorno atraentes e cuidar apenas de construir arcabouços regulatórios que impedissem qualquer restrição ao livre movimento do capital, ao empreendorismo vitorioso.&lt;br /&gt;Só a política podia atrapalhar a economia. E isso devia ser evitado a qualquer custo. Se a “ineficiência'' do Estado afugentava o investidor, o ideal era abater o Leviatã a tiros, pois, como informava a cartilha, quem gera renda e emprego não é o setor público, mas a iniciativa privada e era para ela, e seus investimentos, que deveria ser criado um ambiente receptivo, com precarização das relações trabalhistas e supressão de direitos sociais.&lt;br /&gt;Outro axioma era quanto à inserção internacional escolhida. A ''boa razão'' mandava abandonar a política ”terceiro-mundista” do governo Lula e eleger a Alca como objetivo maior. Afinal ganharíamos em escala com uma associação efetiva aos interesses dos Estados Unidos. Mais sensato do que tentar unir o que assimetrias regionais tornavam demasiadamente custoso. A América Latina- e nisso os plantonistas do neoliberalismo ainda insistem - sempre foi uma impossibilidade histórica.&lt;br /&gt;Tudo era tão cristalino que só a má-fé ideológica poderia contestar. Esse não era o discurso único de consultores e jornalistas? Gente acostumada com números, índices e crenças inabaláveis? Pessoas que não costumavam errar, ”profissionais do mercado”, figuras centrais de um mundo pós-keynesiano em que os agentes alocavam, com perfeição, almas e recursos. Quebrado o encanto, vislumbraram o horror econômico, um pânico nunca imaginado no paraíso de Hayek.&lt;br /&gt;Tivessem diversificado a leitura e a perplexidade com a crise financeira seria menor. Bastava uma leitura atenta ao livro três, do quinto volume de O Capital. Lá, o velho Marx demonstra por que seu pensamento ainda é o de maior relevância explanatória quando se quer entender o capitalismo. Os trechos escolhidos são a evidência da vitalidade teórica. Mostram a atualidade de uma análise vigorosa que, por decreto ideológico, foi relegada ao plano das idéias ultrapassadas.&lt;br /&gt;“Num sistema de produção em que o mecanismo do processo de reprodução repousa sobre o crédito, se este cessa bruscamente admitindo-se apenas pagamento de contado, deve evidentemente sobrevir crise, corrida violenta aos meios de pagamento. Por isso, à primeira vista, toda crise se configura como simples crise de crédito e crise de dinheiro. E na realidade trata-se apenas da conversibilidade das letras em dinheiro. Mas, essas letras representam, na maioria dos casos, compras e vendas reais cuja expansão ultrapassa de longe as exigências da sociedade, o que constitui, em última análise, a razão de toda a crise.”&lt;br /&gt;''Ademais, massa enorme dessas letras representa especulações puras que desmoronam à luz do dia; ou especulações conduzidas com capital alheio, porém, mal sucedidas: finalmente, capitais-mercadorias que se depreciaram ou ficaram mesmo invendáveis, ou retornos irrealizáveis de capital''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Tudo aqui está às avessas, pois, nesse mundo de papel, não aparecem o preço real e seus elementos efetivos, vendo-se apenas barras, dinheiro, sonantes, bilhetes, letras, valores mobiliários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Representa para o possuidor e para o credor deste (e como garantia de letras e empréstimos), menos capital-dinheiro que ao tempo em que foi adquirido e em que, por ele garantidos, se efetuaram descontos e empréstimos.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê com pequenas adaptações aos mecanismos criados ao longo do tempo, o “trabalho de consultoria'' de Marx supera o de qualquer discípulo de Hayek e Friedman. Se Miriam quer descobrir quem foram os derrotados, deve estar atenta a um dado crucial: o vencedor transpõe dialeticamente o problema. O derrotado dá voltas em torno dele. E esse tem sido o movimento da imprensa nativa e seus economistas mais graduados. Dar voltas em torno de uma cauda que não para de abanar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.&lt;br /&gt;Fonte: carta Maior&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-2325952235880681199?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/2325952235880681199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=2325952235880681199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2325952235880681199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2325952235880681199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2008/11/1-de-novembro-de-2008-14h03-gilson.html' title=''/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-1599752395067152786</id><published>2008-10-28T02:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-28T02:10:36.300-07:00</updated><title type='text'>A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.</title><content type='html'>Movimento de 1932 desencadeado em São Paulo, ainda hoje é motivo de comemoração e de debates por parte da sociedade paulista. Em geral a Revolução é apresentada de forma maniqueísta, envolvendo "constitucionalistas" e "ditatoriais" como se houvessem apenas duas situações possíveis naquele momento da história. A polarização militar que existiu de 9 de Julho a 2 de outubro, não refletia a situação política ou ideológica do país, onde vários projetos de poder apresentavam-se.O MOMENTOO início da década de 30 foi marcado por uma reorganização do Estado, fruto da crise do poder oligárquico, que por sua vez refletia a formação de novas camadas sociais, com interesses distintos, do processo de urbanização e por uma reordenação da economia mundial, afetada pela crise de 29.&lt;br /&gt;A maioria das avaliações sobre o final da República Velha concorda que a elite tradicional paulista, organizada no PRP, viveu um processo de isolamento, tendo como oposição uma grande frente política, que envolvia diferentes setores da sociedade brasileira: a elite urbana - principalmente de São Paulo - as camadas médias, os tenentes e as oligarquias dos demais estados, incluindo a de Minas Gerais, que até então estivera no poder. Por isso se considera que, derrubado Washington Luís, abriu-se um "vazio de poder" no país, ou seja, não havia uma facção política ou de classe com condições de controlar sozinha o poder de Estado.&lt;br /&gt;Percebe-se já em 1930, com nitidez, as diversas possibilidades políticas que se apresentam ao país e os anos seguintes, incluído 32, definirão as reais chances de cada uma delas.&lt;br /&gt;A formação de um governo provisório reflete essa situação, onde o novo poder, organizado por Getúlio Vargas vai caracterizar-se pela centralização, com o objetivo de fortalecer o Estado, atraindo para esse projeto os militares e parte dos trabalhadores urbanos, com um discurso nacionalista e com o início de uma legislação trabalhista, ao mesmo tempo em que atingia os interesses das oligarquias, que perdiam o controle político em seus estados e sua influência em nível nacional. O Congresso Nacional foi fechado, assim como os legislativos estaduais e os partidos políticos; os governadores foram depostos e substituídos por interventores, em sua maior parte tenentes, que abandonavam o discurso liberal, passando a defender um Estado autoritário, como elemento necessário para a construção de um novo modelo econômico e político.SÃO PAULOA "Revolução Constitucionalista" é vista como um movimento de São Paulo contra o governo federal. Expressões como: "São Paulo ocupado", "...o povo paulista" ou "São Paulo precisa de você..." são comuns naquele ano de 1932. Mas o que é São Paulo? Quem fala em nome de São Paulo? Existe uma São Paulo única, toda ela contra o governo Vargas ? Qual a proposta de São Paulo para a situação?&lt;br /&gt;O único argumento que pode unir os diversos grupos paulista é "Constituição".&lt;br /&gt;As Oligarquias do PRP, que haviam sido retiradas do poder em 1930 falam em Constituição, o Partido Democrático, refletindo o liberalismo empresarial urbano, fala em Constituição, setores intelectuais falam em Constituição. Todos defendem a mesma Constituição?O Movimento teve o mérito de contestar o governo provisório, centralizador e autoritário, que dominava o país; no entanto, criou, estimulou e mantem ainda hoje um sentimento bairrista, paulista, como se o "ser paulista" fosse algo superior em relação aos demais brasileiros, como se o "ser paulista" fosse algo único, com o grande objetivo constitucional, onde esse fosse o interesse primordial de todos.&lt;br /&gt;Na verdade esse discurso procurou esconder, e em parte conseguiu, os objetivos específicos da nova elite estadual, representada pelo Partido Democrático, que por sua vez era a representação dos interesses de uma elite empresarial urbana que, com um discurso progressista atraiu boa parte das camadas médias, contando para isso com o primordial papel da imprensa, notadamente do jornal O Estado de São Paulo, dirigido por Júlio de Mesquita Filho, que ao mesmo tempo era um dos líderes do PD.&lt;br /&gt;"...o principal líder civil do movimento era o jornalista Júlio de Mesquita Filho (1892-1969), diretor do Estado. Essa liderança ficou clara em 25 de janeiro de 1932 - cinco meses antes da eclosão do conflito. Na ocasião, mais de 100 mil pessoas marcharam da Praça da Sé à sede do jornal, então na Rua Boa Vista, para ouvir a saudação de Mesquita Filho, que discursou. "Anulada a autonomia de São Paulo, o Brasil se transformou num vasto deserto de homens e de idéias", disse Julinho, como era conhecido, da sacada da redação.&lt;br /&gt;"E, se o nosso afastamento da direção da coisa pública equivaleu à implantação do caos e da desordem em todo o território nacional, a ordem, a tranquilidade, a disciplina, em uma palavra, o império da lei e da justiça só poderá ser restabelecido no dia em que São Paulo voltar à sua condição de líder insubstituível da Nação", conclamou. O papel do Estado (o jornal) nesse episódio recente da História nacional foi tanto político quanto aglutinador."&lt;br /&gt;Estado de São Paulo 13 de março de 1999A REAÇÃO CONSERVADORAÉ interessante notar como a versão tradicional pode ser favorável tanto aos getulistas como à nova elite paulista, teoricamente vencedores e perdedores. Essa versão considera que o movimento de 32 foi uma reação da elite tradicional, as oligarquias do café, na tentativa de recuperar o poder perdido.&lt;br /&gt;Considerando dessa maneira, os getulistas tiveram um bom argumento para manter o poder, mesmo através da guerra, pois impediam que o Brasil retrocedesse, impediam a volta do coronelismo, do voto de cabresto, dos currais eleitorais. Ao mesmo tempo, a nova elite paulista não foi derrotada e sim a velha oligarquia em seu propósito de recuperar o poder. A nova elite irá considerar-se vitoriosa moralmente e politicamente, principalmente no ano seguinte, quando da convocação da Constituinte, vista como prova de que Getúlio fora forçado a reconhecer a importância de São Paulo. Mas de qual São Paulo? Qual São Paulo será beneficiada pela política getulista? A São Paulo cafeeira, a São Paulo empresarial ou a São Paulo operária? Essa resposta será obtida nos anos seguintes, com uma análise da política socioeconômica do governo federal.O MOVIMENTO MILITARDurante todo o ano de 1932 organizou-se intensa propaganda contra o governo Vargas, que estimulou a organização de associações civis constitucionalistas, formada principalmente por estudantes e profissionais liberais, integrantes de uma camada média que repudiava a política ditatorial adotada. No entanto, essa camada não possuía organização política própria, ou mesmo um projeto político específico, para ela a luta seria contra a ditadura e a favor de uma Constituição.&lt;br /&gt;A classe operária, ainda pequena, encontrava-se desorganizada em virtude da política trabalhista de Vargas, que havia eliminado os setores mais organizados do movimento, os imigrantes italianos e suas tendências anarquistas e cooptava uma parte dessa classe com sua legislação inicial, paternalista e pelega.&lt;br /&gt;Dessa forma é que as elites acabaram por comandar o movimento.&lt;br /&gt;No dia 23 de maio de 1932, manifestações contra Getúlio Vargas eclodiam pela capital paulista, em um clima crescente de revolta. Um grupo tentou invadir a Liga Revolucionária - organização favorável ao regime situada nas proximidades da praça da República -, dando origem a um episódio que impulsionou o movimento.&lt;br /&gt;Os governistas resistiram à bala e acabaram matando os jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. Havia três mortos e dois feridos, que acabaram morrendo depois. O quinto ferido era o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga.As iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo serviram para formar o MMDC. A sigla representava uma organização civil clandestina, que, entre outras atividades, oferecia treinamento militar.&lt;br /&gt;Apesar de terem declarado a intenção de apoiar o movimento que nascia em São Paulo, os governos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul acabaram recuando. O único apoio veio do Mato Grosso.&lt;br /&gt;Percebendo a dificil situação em que se encontrava, iniciou-se em São Paulo uma intensa campanha de alistamento voluntário, a 10 de julho, em diversos postos distribuidos pelo estado. Na Faculdade de Direito do largo São Francisco formou-se o Batalhão Universitário.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo a FIESP comanda um esforço de guerra, a aprtir do qual muitas fábricas passam a produzir material bélico ou de campanha, criando inclusive uma Milícia Industrial.&lt;br /&gt;As rádios paulistas são utilizadas como instrumentos de propaganda. O locutor César Ladeira da Rádio Record, ficou conhecido como " a voz da Revolução".A 14 de julho o governador Pedro de Toledo decreta a criação de um bônus de guerra que desempenhe as funções de moeda. Para lastreá-lo foi lançada a campanha "Doe ouro para o bem de São Paulo" centralizada pela associação comercial em conjunto com os bancos.&lt;br /&gt;O conflito envolveu, durante três meses, 135 mil brasileiros, dos quais cerca de 40 mil paulistas, a grande maioria voluntários civis.&lt;br /&gt;Os dados oficiais estimam que 630 paulistas e cerca de 200 homens das tropas federais morreram.&lt;br /&gt;Com a derrota da Revolução Constitucionalista, seus principais líderes foram presos e levados para a Casa de Correção, no Rio de Janeiro, numa área reservada para os prisioneiros políticos provenientes de São Paulo. Pouco tempo depois, na noite de 30 de novembro de 1932, os presos políticos foram colocados a bordo do navio Pedro I e deportados para Portugal.DESFECHO POLÍTICOConsidera-se que a derrota militar de São Paulo foi acompanhada por uma vitória política: com a derrota da Revolução Constitucionalista, em 1932, seus principais líderes foram presos. Entre eles se encontrava Júlio de Mesquita Filho, enviado com seus companheiros para a Sala da Capela - nome dado a um pequeno recinto na Casa de Correção, do Rio, reservado para os prisioneiros políticos provenientes de São Paulo. Pouco tempo depois, na noite de 30 de novembro de 1932, ele e outros 75 companheiros foram colocados a bordo do navio Pedro I e deportados para Portugal. A organização de eleições e a formação de uma Assembléia Constituinte puseram fim ao governo provisório. No entanto, a legislação eleitoral havia sido elaborada em fevereiro de 1932 e um decreto de 15 de março do mesmo ano, portanto antes da revolução, marcou para 3 de maio de 1933 a eleição dos deputados. A Assembléia iniciou seus trabalhos em 15 de novembro de 1933, sendo que a maioria dos deputados eram varguistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-1599752395067152786?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/1599752395067152786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=1599752395067152786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/1599752395067152786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/1599752395067152786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2008/10/revoluo-constitucionalista-de-1932.html' title='A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-642555364274610792</id><published>2008-10-21T08:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T08:28:16.011-07:00</updated><title type='text'>A HORA E A VEZ DA LEALDADE</title><content type='html'>“A lealdade é o bem mais sagrado do coração humano”, dizia Sêneca.&lt;br /&gt;“Um grama de lealdade vale um quilo de inteligência”, dizia Elbert Hubbard.&lt;br /&gt;“A lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração”, dizia William Shakespeare.&lt;br /&gt;“Falta de lealdade é uma das causas principais de fracasso em todo o caminhar da vida”, dizia Napoleon Hill.&lt;br /&gt;“A lealdade é o caminho mais curto entre dois corações”, dizia José Ortega y Gasset.&lt;br /&gt;“A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem”, dizem os textos judaicos.&lt;br /&gt;“Reserva um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade”, dizem os textos confucionistas.&lt;br /&gt;“De todos os valores que têm sido destroçados no seio da sociedade brasileira, nos últimos tempos, o que mais sintetiza os valores perdidos é o da lealdade. A ambição individual desmedida, o oportunismo carreirista, o medo de enfrentar a luta política desabrigado de algum cargo notório, o rompimento de compromissos e alianças pela conquista de um cargo, os golpes baixos desferidos contra quem se apoiou - e não mudou - o fomento da desunião sob o aleivoso disfarce da tentativa de união, a traiçoeira associação da imagem do adversário a figura desgastada ( de quem se recebe apoio por baixo do pano), o ataque rasteiro aos que crescem graças à própria competência e não se deixam conduzir por marqueteiros para um lado ou para o outro, feito biruta de aeroporto, os ataques desleais lançados para se conseguir, mesmo que só momentaneamente, uns pontinhos nas pesquisas, julgando que depois é só recuar e “tudo bem”, o ato de se tornar “cavalo de Tróia” a serviço de rival correligionário de outra região são fraquezas que no cenário da vida política cabocla agridem fundo o valor da lealdade.”  (Mauro Chaves - O Estado de S. Paulo - fls. A2 - 27/09/08)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-642555364274610792?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/642555364274610792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=642555364274610792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/642555364274610792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/642555364274610792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2008/10/hora-e-vez-da-lealdade.html' title='A HORA E A VEZ DA LEALDADE'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-911232637223887582.post-2089022092633647049</id><published>2008-09-25T17:36:00.000-07:00</published><updated>2009-02-06T11:50:43.159-08:00</updated><title type='text'>O NEOLIBERALISMO E A CRISE DA ESPECULAÇÃO</title><content type='html'>Smith, Marx e Keynes&lt;br /&gt;Três grandes economistas,&lt;br /&gt;Devem estar gargalhando&lt;br /&gt;Do mundo sem uma pista&lt;br /&gt;Pra sair desse sufoco&lt;br /&gt;Porque só tem quengo oco&lt;br /&gt;De governos e lobistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortuna, poder e fama&lt;br /&gt;Com bestas correndo atrás&lt;br /&gt;E as nossas necessidades&lt;br /&gt;Dos tempos dos ancestrais&lt;br /&gt;Comer, Vestir e Dormir&lt;br /&gt;Farão de novo explodir&lt;br /&gt;Os fluxos dos capitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mesmo o velho mercado&lt;br /&gt;Com a sua mão invisível&lt;br /&gt;Será capaz de fazer&lt;br /&gt;O que parece impossível:&lt;br /&gt;O retorno gradual&lt;br /&gt;Do crescimento global&lt;br /&gt;Com seu valor intangível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tolice imaginar&lt;br /&gt;Que esse golpe na ganância&lt;br /&gt;Vai deixar o ser humano&lt;br /&gt;Agindo com elegância&lt;br /&gt;E as raposas do mercado&lt;br /&gt;Ficarão mais recatados&lt;br /&gt;Bem longe da extravagância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bilhões serão desviados&lt;br /&gt;Pro’s bolsos oportunistas,&lt;br /&gt;Que nessas ocasiões&lt;br /&gt;Agindo sem deixar pistas&lt;br /&gt;Disfarçam sua ganância&lt;br /&gt;Falando, com arrogância,&lt;br /&gt;Sobre questões humanistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa gente sem caráter&lt;br /&gt;Tal qual os cães nas caçadas&lt;br /&gt;Perseguem as novas presas&lt;br /&gt;E esquecem presas passadas,&lt;br /&gt;Deixando a especulação&lt;br /&gt;Buscam na corrupção&lt;br /&gt;Novas riquezas roubadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creuzo Geovani&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/911232637223887582-2089022092633647049?l=listadoscorruptos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/feeds/2089022092633647049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=911232637223887582&amp;postID=2089022092633647049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2089022092633647049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/911232637223887582/posts/default/2089022092633647049'/><link rel='alternate' 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href='http://listadoscorruptos.blogspot.com/2008/09/vermelho-esquerda-bem-informada.html' title='VERMELHO .:: A esquerda bem informada ::.'/><author><name>Ramilson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13149882857321167289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
